Rafael Lima jogou apenas oito vezes em 2019. (Divulgação/Coritiba)

O zagueiro Rafael Lima teve um dos anos mais difíceis de sua carreira. Fora dos planos do então técnico Argel Fucks, ele sequer foi inscrito no Campeonato Paranaense e estreou na temporada apenas em agosto. Sob o comando de Umberto Louzer, o jogador teve uma pequena sequência de jogos, mas sofreu com lesão. Para fechar, ficou apenas como opção no banco de reservas com Jorginho, mas se tornou um dos líderes do elenco na reta final da Série B.

“Foi uma temporada muito difícil para mim, particularmente, que comecei no estadual sem ser inscrito por opção do antigo treinador. Eu não me deixei abater, tenho uma família que me ama muito e tenho fé em Deus. Posteriormente, chegou o Umberto, que meu algumas oportunidades, mas, infelizmente, tive uma lesão. Depois com a chegada do Jorginho, eu não tive mais oportunidades. Eu sempre coloquei que primeiramente o Coritiba tinha que subir, independente de quem jogasse. Coletivamente, o ano foi muito bom, mas individualmente foi ruim, porque foi o ano que menos joguei. Foi um ano de aprendizado”, declarou Rafael Lima, em entrevista à Banda B.

Com Jorginho, Rafael Lima teve apenas uma oportunidade, quando entrou na reta final da vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo-SP. Apesar disso, o zagueiro teve a confiança do treinador para se tornar um líder do elenco. “O Jorginho sempre me deixou muito à vontade. Obviamente que existe uma hierarquia e a última palavra era dele. O Jorginho deixou claro que tinha alguns líderes e eles poderiam se posicionar para a gente obtivesse êxito. Eu procurei fazer isso até porque quero trabalhar com futebol quando parar. Tive bons exemplos de profissionais neste ano como é o caso do Umberto Louzer e muito da equipe do Jorginho tinha o dedo do Umberto”, disse.

Além do elenco e da comissão técnica, o zagueiro destacou que os torcedores foram essenciais para o retorno do Coritiba à Série A do Campeonato Brasileiro. “O grande craque do Coritiba em 2019 foi o torcedor. Ele entendeu que seria um ano difícil, mas se vaiasse ou mesmo virasse as costas para o clube, poderia ter uma catástrofe. O torcedor realmente teve uma harmonia muito grande conosco e tenho certeza que nosso trabalho no fim teve êxito. Desde o primeiro jogo com a homenagem para o Krüger e com a média de público na Série B, seria impossível a gente continuar na Serie B. O Coritiba, por sua estrutura e por seu torcedor, é um clube de Série A e isso ficou muito claro”, comentou.

“Ficou muito claro desde o primeiro jogo, quando o torcedor lotou o jogo contra a Ponte Preta. Seria um ano que a gente teria que dar mais de 100% para que as coisas acontecessem e premiar um grupo de qualidade, uma diretoria que manteve tudo em dia, e a torcida que nos pressionava, mas deu um apoio incondicional e foi fundamental no acesso”, acrescentou o experiente jogador.

Rafael Lima tem contrato com o Coritiba até maio de 2020 e ainda não foi chamado para renovar. Se depender apenas do zagueiro, ele permanece para a disputa da Série A. “Quem quer não disputar uma Série A por um grande clube do futebol brasileiro? O Coritiba passou pela Série B, não é um clube de Série B, mas de Série A. Infelizmente, pelos nossos maus resultados, no ano passado nós conseguimos subir. Neste ano, nós lutamos do início ao fim e conseguimos o acesso. Se depender só do Rafael Lima, eu quero ficar na Série A”, finalizou.