Rafinha. (Osmar Antônio/Banda B)

O meia-atacante Rafinha foi apresentado oficialmente no Coritiba, após a festa realizada pela torcida em sua chegada no Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais. Em sua primeira entrevista, o experiente jogador afirmou que está de “corpo e alma” no clube, não chega para encerrar a carreira, mas para colocar o clube novamente na elite do Campeonato Brasileiro.

“Eu estou voltando para a minha casa e para um clube que eu gosto. Tenho os meus filhos coxas-brancas e a minha família que torce para o clube. Eu precisava de carinho e reconhecimento. Agradeço também ao torcedor do Cruzeiro, mas aqui é a minha casa. Eu vim para trazer o clube para um lugar que nunca deixou de estar”, comentou o novo reforço coxa-branca. “Não estou voltando para encerrar a carreira. Eu voltei porque sinto que tenho condições de ajudar. No final do ano, eu tenho certeza que vamos estar todos juntos comemorando”, acrescentou.

Rafinha ainda destacou que não vê a hora de ver o apoio da torcida novamente, mas quer conhecer os novos companheiros antes de reestrear. “Eu estava treinando no Cruzeiro, ainda preciso conhecer o grupo e a forma que o treinador joga. Faz tempo que não jogo a Série B, então preciso me readaptar. Eu pedi para o presidente para ter um contato com o grupo até o meu nome sair do BID. Eu estou à disposição, já estou com corpo e alma e com os mesmos objetivos do grupo”, declarou.

Diferentemente de sua primeira passagem, o meia-atacante garantiu que não está “rebelde” e vai evitar polêmicas durante as entrevistas. “Como pessoa, eu melhorei um pouco. Dentro de campo, eu recebi várias broncas por ser um jogador rebelde, que levava vários cartões, e mudei um pouco. O Rafinha não vai ter mais polêmicas, como tinha de vez em quando. A vontade de vencer é sempre a mesma e gosto de vencer desde o começo da minha carreira. Todo clube gosta de jogadores que são vencedores”, disse.

Negociação

O reforço alviverde admitiu que é a terceira vez que tentava retornar ao Coritiba, mas nas duas primeiras, o técnico Mano Menezes não o deixou sair do Cruzeiro. “Em relação ao Mano, ele entendeu que foi meu pedido, mas falou que contava comigo. Não foi a primeira vez que fui fazer o pedido para sair. O pedido de sair era sempre para voltar ao Coritiba. Em nenhum momento, eu tive a ousadia de pedir ao Mano para sair e ir para outro lugar”, revelou.

Rafinha queria assinar contrato com o Coritiba até o final de 2021, mas houve um meio-termo e o vínculo é válido até abril de 2021. De acordo com o presidente Samir Namur, o interesse da diretoria era fechar até o final da gestão, em dezembro de 2020, para evitar qualquer ônus para o próximo mandatário.

“O prazo do contrato foi o que nos fez passar um tempo em negociação. A preocupação que essa gestão é com a questão financeira do clube. Nós queríamos trazer o Rafinha até o final da gestão, em 2020, até para não trazer ônus para a próxima gestão. O Rafinha queria um tempo maior de contrato, o que é justo pela qualidade, nós ficamos em um meio-termo e fechamos até abril de 2021. Nós abrimos uma exceção”, explicou Namur.

Assista à entrevista de apresentação do meia-atacante Rafinha