Por Esporte Banda B

Atlético afirmou que contrato garantia reciprocidade em cessão de estádio (Geraldo Bubniak/Banda B)

Através de uma nota oficial, emitida em seu site oficial nesta sexta-feira (23), o Atlético disparou contra a recusa do Coritiba de aluguel do Couto Pereira ao arquirrival para a partida diante do Santos, no próximo dia 5, pelas oitavas de final da Taça Libertadores. De acordo com o Furacão, os dois clubes teriam um acordo firmado em contrato de cessão de estádio.

A publicação afirma que o Coritiba já havia cedido o Couto Pereira para o Rubro-Negro diante de contrato assinado pelo presidente Rogério Bacellar, e que o acordo havia sido feito em setembro de 2015, por prazo indeterminado, no qual ambos os clubes cederiam seus estádios para o rival em caso de necessidade.

O clube ainda diz ter se comprometido com a Liga Mundial de Vôlei por acreditar no vínculo assinado com o Coritiba, tendo a certeza de que a partida da Libertadores seria realizada no Couto Pereira. A nota oficial encerra ressaltando que o Atlético não tem um “plano B” e que ainda acredita que a diretoria alviverde não descumpra o contrato, com previsão de uma multa, sem perdas e danos.

Confira a nota na íntegra:

O Atlético foi surpreendido por nota oficial do Coritiba, lançada hoje (23 de junho), anunciando a negativa de cessão do estádio Couto Pereira para a partida contra o Santos, pela Conmebol Libertadores Bridgestone.

A surpresa do Atlético se dá especialmente porque o Coritiba já havia cedido o estádio, diante de contrato assinado por seu próprio presidente, Rogério Portugal Bacellar.

Em setembro de 2015, os dois clubes firmaram contrato, por prazo indeterminado, de cessão recíproca de seus estádios. A ideia dos clubes era deixar os estádios disponíveis também para outros eventos que gerassem renda, sem risco de comprometer o calendário do futebol. O interesse era recíproco.

Acreditando no cumprimento do contrato assinado por parte do Coritiba, o Atlético comprometeu-se em receber os jogos das finais da Liga Mundial de Vôlei masculino. Havia o risco de conflito de agenda entre o Mundial de vôlei e algum jogo da Conmebol Libertadores Bridgestone – o que de fato depois se verificou. O risco de conflitos de agenda, importante insistir, estava assegurado com o contrato previamente firmado com o Coritiba.

Com a efetiva coincidência das datas, o Atlético (porque obviamente prefere jogar na própria Arena), tentou antes a alteração da data do jogo das oitavas de final. No entanto, a CONMEBOL oficiou o clube informando que não havia agenda para alteração de data e, no mesmo ofício, solicitou à CBF que buscasse junto ao Coritiba a cessão do estádio Couto Pereira. A solicitação da CONMEBOL, é claro, não era necessária, pois o contrato entre os clubes já previa a obrigatoriedade da cessão.

Com a recusa da CONMEBOL em alterar a data do jogo – e conforme previa o contrato entre os clubes –, o Atlético, em 19 de junho, comunicou o Coritiba que usaria o estádio Couto Pereira, pagando o valor pré-estabelecido no próprio contrato. Por mera liberalidade, ainda ofereceu um bônus financeiro. O Coritiba acusou o recebimento da comunicação, não opondo nenhuma resistência.

Importante lembrar que o mesmo contrato já tinha sido utilizado para que o Atlético realizasse o show do Rod Stewart, jogando com o Grêmio no Couto Pereira (pagando por isso, nos termos do contrato). E o mais importante: o Coritiba tem o mesmo direito contratual de utilizar-se da Arena sempre que tiver coincidência de datas no uso de seu próprio estádio.

O Atlético não tem nenhum “plano b”. O Atlético não teria se comprometido com agenda paralela se não houvesse o contrato com Coritiba. Presume-se a boa-fé das partes em cumprir os contratos que assinam.

Por tudo isso, o Atlético ainda acredita que o Coritiba não descumprirá o contrato assinado por seu próprio presidente. Há previsão de uma multa, sem prejuízo de perdas e danos, mas o Atlético acredita mesmo é na assinatura e na palavra do presidente do Coritiba, Rogério Portugal Bacellar.