(Divulgação/Coritiba)

O Coritiba solicitou nesta semana um ato trabalhista no clube para evitar que as receitas sejam penhoradas para o pagamento de dívidas. O Coxa alegou que a situação financeira já estava complicada e ficou pior com a pandemia do novo coronavírus. A informação foi divulgada pelo jornal Tribuna do Paraná e confirmada pela reportagem da Banda B, que também teve acesso ao documento.

“Diante do expressivo passivo apresentado e considerando a ausência de fluxo de caixa que permita o seu pagamento na forma originalmente contratada, a consequência inevitável será a ocorrência de inúmeras penhoras das atuais e futuras receitas, o que por certo inviabilizará completamente o funcionamento do Clube – o que não se deseja, pois se estariam pondo em risco exatamente todos os demais empregos gerados pelo Clube”, diz parte do documento.

Ainda no documento, o Coritiba informa que “o Clube tem hoje aproximadamente R$ 31.421.000,00 (trinta e um milhões e quatrocentos e vinte e um mil reais) de impostos, parcelamentos tributários e acordos trabalhistas em atraso/descumpridos”.

“Some-se a isso as dívidas pendentes com fornecedores e em outras esferas como o Cível (aproximadamente R$ 12.200.000,00) que é o órgão criado pela Confederação Brasileira de Futebol para apreciar disputas de natureza comercial e contratual envolvendo os filiados, direta ou indiretamente à CBF”.

O Coxa ressaltou que teve uma queda de receitas durante a pandemia do novo coronavírus. Entre os motivos citados estão a rescisão de contrato de patrocinadores, suspensão do contrato com a Turner para o Campeonato Brasileiro e a limitação no vínculo com a Rede Globo que é válido somente para a Série A de 2020.