Antes mesmo de a bola rolar na Arena Condá, a escalação do Coritiba surpreendeu os torcedores. Assim como na vitória sobre o Cruzeiro, o técnico Fernando Seabra apostou em uma formação mais ofensiva, com maior presença de jogadores de criação e apenas um volante de marcação no meio-campo. A proposta deixava clara a intenção de ter mais controle do jogo no campo adversário.
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A estratégia surtiu efeito inicialmente. O Coxa saiu na frente fora de casa e, mesmo após sofrer o empate ainda no primeiro tempo, manteve postura ofensiva na etapa final. O time voltou a liderar o placar e chegou a abrir dois gols de vantagem, mas cedeu novamente o empate, e a partida terminou em 3×3 com a Chapecoense.
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Após o confronto, Seabra explicou a lógica por trás da escolha e destacou a versatilidade do elenco como fator determinante nas decisões táticas.
“À medida que o tempo passa, vamos conhecendo melhor os jogadores e temos a oportunidade de usar a versatilidade que alguns apresentam”, afirmou Fernando Seabra em entrevista coletiva após o final do jogo em Chapecó.
Entre os exemplos citados, o treinador destacou a utilização de Joaquín Lavega em função mais centralizada, ressaltando a capacidade do atleta de atuar em diferentes setores do campo.
“O Lavega já jogou na linha da frente, na linha média, por fora e por dentro. É um jogador muito universal, bom condutor, bom receptor, bom passador e com bastante dinâmica. Entendemos que ele poderia atuar como médio com certa profundidade, exercendo função parecida com a que o Sebas faz muito bem pelo lado esquerdo, com boa dinâmica”, ressaltou.
Treinador explica proposta ofensiva do Coritiba e controle territorial em jogo
Seabra também detalhou a estratégia adotada para o confronto. Segundo ele, a ideia era montar uma equipe capaz de construir jogadas com qualidade em todo o campo e sustentar maior presença no setor ofensivo.
“Era uma aposta em ter um time capaz de construir bem no campo todo. Conseguimos ver isso em alguns momentos. Na primeira construção do jogo já criamos uma chance muito boa. A ideia era ter mais controle no campo adversário e, para sermos eficazes defensivamente, dependeríamos de um trabalho coletivo coordenado”, concluiu.
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O treinador avaliou que o Coritiba conseguiu aplicar parte do plano ao longo da partida, mas ainda busca maior coordenação coletiva para manter o nível de desempenho durante os 90 minutos. minutos.
