Coritiba: Treecorp faz evento para investidores no Couto Pereira

O encontro foi tratado pela empresa como a "inauguração" da SAF do Coxa

Esporte Banda B

A Treecorp, dona da SAF do Coritiba, realizou nesta terça-feira (3) um encontro para apresentar o clube para potenciais investidores. A reunião foi tratada pela empresa como o “evento de inauguração da SAF do Coritiba Foot-Ball Club”, e foi aberta apenas para convidados. É o primeiro passo na tentativa da dona do Coxa em promover o clube – inclusive com a entrada de “torcedores-investidores”.

O Coritiba foi adquirido pela Treecorp em um acordo que envolve R$ 1,3 bilhão – que será investido em dez anos. A grana tem quatro grandes destinos: o pagamento de dívidas, o investimento no futebol, a construção de um novo CT em Campina Grande do Sul e a revitalização completa do Couto Pereira. A empresa quer transformar o Coxa em um ativo interessante para quem queira investir no futebol.

Como todo fundo de investimentos, o objetivo da Treecorp é fazer o dinheiro crescer. Em palavras mais bonitas, “a Treecorp trabalha de forma próxima aos empreendedores, destravando valor e auxiliando no desempenho das investidas”, como a empresa informa no seu site. O Coritiba será apresentado assim ao mercado, como uma SAF que terá resultados em campo, mas que também distribuirá dividendos aos sócios.

Torcedor do Coritiba e investidor

Além da Treecorp, a SAF do Coritiba já tem outros investidores. Como o empresário Roberto Justus, sogro do sócio-diretor Bruno Levi D’Ancona, e um grupo de empresários do Espírito Santo, os primeiros sem ligação com o negócio a apostarem no Coxa. Também acionista, o empresário e ex-presidente alviverde Joel Malucelli pode ser considerado uma espécie de “garoto-propaganda” para torcedores que tenham condições e interesse de investir no time do coração.

Esses possíveis “torcedores-investidores” seriam diferentes dos que colocaram dinheiro na operação. Afinal, o principal interesse deles seria o crescimento do Coritiba, e se possível ter lucro. No entanto, especialistas afirmam que esta categoria de investimento não deve ser predominante no futebol brasileiro, que será mais ligado à grandes conglomerados – alguns já sendo donos de clubes no exterior. Vasco (com a 777) e Botafogo (com John Textor) são exemplos deste perfil.

O encontro com os potenciais investidores aconteceu no Couto Pereira. Foto: Geraldo Bubniak/AGB
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