Se o ataque vem rendendo ao Coritiba, que só não marcou em uma partida até aqui, a defesa vem sendo o grande problema da equipe na temporada. Em 12 jogos disputados em 2024, o Coxa já levou 14 gols, uma média de 1,16 gol por duelo. Somente em três ocasiões o Alviverde não foi vazado, nas vitórias por 2×0 sobre o São Joseense, 4×0 no Operáro e 1×0 no Cianorte.

Números que já tinham sido trazidos pela Banda B após o empate em 2×2 com o Maringá. Até então, eram nove gols em nove partidas, desempenho que piorou desde então. Foram mais três jogos e cinco gols levados. Em nenhum o Coritiba ganhou e ainda pelo caminho teve a eliminação na Copa do Brasil ao perder por 3×2 para o Águia de Marabá.

O Coxa terminou a primeira fase do Campeonato Paranaense com quarta melhor defesa, ao lado do Maringá, com 11 gols sofridos, atrás apenas de Cascavel (9), Operário (8) e Athletico (5). Rendimento que vem piorando nos últimos confrontos.

Problemas com a bola aérea e parada

Dos 14 gols sofridos, seis surgiram em bolas levantadas na área, seja em cruzamento com a bola rolando ou após cobrança de falta ou escanteio. Ou seja, quase metade dos gols sofridos foram por erros de posicionamento e marcação na bola aérea, especificamente pelo lado direito do ataque do adversário, lado esquerdo da marcação do Coritiba. Cinco desses seis gols saíram por esse lado, enquanto apenas um foi pelo lado esquerdo.

Além disso, a bola parada também é um problema. Dos cruzamentos na área que originaram gols dos rivais, três foram assim, sendo dois em faltas alçadas e outro em escanteio. Sem contar o fato de o Coxa ter sofrido três gols em cobranças de falta direta, além de um pênalti.

Apenas dois gols do Londrina foram consequência de jogada trabalhada pelo adversário, e o sofrido diante do Galo Maringá, quando a defesa saiu jogando errado e permitiu que o time balançasse as redes.

Coritiba já utilizou diversas peças

Dos 32 jogadores utilizados até aqui na temporada, 13 foram na defesa, sendo três goleiros, quatro laterais e seis zagueiros, o principal problema do time, não só em campo, mas na questão física. Atualmente, Thalisson está entregue ao departamento médico, se recuperando de uma cirurgia no ombro.

Quem se firmou foi Maurício Antônio, que atuou em nove destas 12 partidas, mas o desgaste físico fez com que ele fosse poupado do jogo em Cascavel, ficando fora até do banco de reservas.

Lance de Coritiba x Andraus, pelo Campeonato Paranaense
Coxa vem sofrendo com problemas de marcação com a bola parada. Foto: Geraldo Bubniak/AGB

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Coritiba não consegue ajustar setor defensivo, especialmente em bolas paradas

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