Histórico mostra dificuldades para o Coritiba no pós-rebaixamento

Será a sétima temporada em que o Coxa tenta se recuperar da queda no Brasileirão

Esporte Banda B

O Coritiba começa a temporada 2024 no dia 18 de janeiro, diante do PSTC, no Couto Pereira. Falta, portanto, mais de um mês para a sétima vez em que o Coxa vive o ‘pós-rebaixamento’ – o ano seguinte à queda no Brasileirão. E um olhar atento às situações anteriores mostra que este recomeço de trabalho é sempre difícil, com alguns maus resultados e a demora em encaixar o time. Mas há uma exceção bem forte à regra.

Nos seis pós-rebaixamentos que o Coritiba já viveu, o primeiro foi em 1990. Poderia até ser incluído um asterisco, já que o Coxa não foi rebaixado em campo, e sim na canetada da CBF. Por isso, a temporada começou bem, com a melhor campanha do Paranaense. Mas a amarga derrota, com o histórico gol contra de Berg, afetou o time, que foi eliminado na segunda fase da Copa do Brasil e na primeira fase da Série B com Luiz Felipe Scolari como treinador. O Alviverde só não foi rebaixado para a terceira divisão por conta da mudança do regulamento para o ano seguinte.

Após a degola de 1993, em um Brasileirão com regulamento que beneficiava os times do eixo, o Coritiba teve uma temporada irregular em 1994, trocando de técnico – o professor José Teixeira foi substituído por Dirceu Krüger. O Coxa terminou o Paranaense na terceira posição, atrás de Athletico e Paraná Clube, e caiu na segunda fase da Série B do Campeonato Brasileiro.

Maus resultados

O Coritiba voltou para a elite do futebol brasileiro em 1995 e passou dez temporadas na Série A, sendo rebaixado em 2005. Márcio Araújo começou a temporada 2006, mas foi substituído por Estevam Soares, que também caiu para a entrada de Paulo Bonamigo. Tanta instabilidade se refletiu em campo. O Coxa foi terceiro no Estadual, parou na segunda fase da Copa do Brasil e foi o sexto colocado na Segundona – depois de passar boa parte da competição no G4.

Nos pós-rebaixamentos mais recentes, em 2018 e 2021, apenas uma coisa em comum – a eliminação na terceira fase da Copa do Brasil. Em 2018, alternando Sandro Forner, Tcheco e Argel Fucks, o Coritiba foi vice estadual e 10º na Série B. Já em 2021, sob o comando de Gustavo Morínigo, o Coxa fracassou no Paranaense, caindo na primeira fase, mas garantiu a volta à primeira divisão com o terceiro lugar na Segundona, tendo sido líder pela maior parte do campeonato.

Bom exemplo

A exceção que confirma a regra é também o grande exemplo a se seguir. Em 2010, após o dramático rebaixamento do ano anterior, o Coritiba manteve o técnico Ney Franco e reforçou o time com jogadores como Rafinha, Leonardo, Bill, Tcheco, Anderson Aquino e Dudu (sim, o do Palmeiras), que se somaram a Edson Bastos, Jéci, Pereira, Leandro Donizete e Marcos Aurélio. O único remanescente daquele elenco é o volante Willian Farias. No Campeonato Paranaense, o título veio com uma rodada de antecedência, com vitória sobre o Athletico.

E se na Copa do Brasil o Coritiba não conseguiu fugir à ‘tradição’ e foi eliminado na segunda fase, na Série B o Coxa atropelou – mesmo tendo perdido dez mandos de campo. O acesso veio na 35ª rodada, na vitória fora de casa sobre o Duque de Caxias. E o título, o segundo na competição, veio na penúltima partida, no empate com o Icasa, em Juazeiro do Norte. Aquela foi a base do time que chegou a duas finais de Copa do Brasil nos anos seguintes e bateu o recorde de vitórias consecutivas. Melhor exemplo para o 2024 alviverde não existe.

Dudu, Rafinha e Enrico no 2010 quase perfeito do Coritiba, com título estadual e da Série B. Foto: Arquivo
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