Quando a escalação do Coritiba para a partida contra o Brusque saiu, uma mudança chamou a atenção: Matheus Frizzo tinha saído do time titular e ido para o banco de reservas, dando lugar ao estreante Zé Gabriel. Somente depois da partida é que o motivo da saída do camisa 10 foi explicado.
“Estávamos sem o Frizzo, que estava com uma virose, ele não tinha condições“, disse o técnico Jorginho, que precisou reformular o estilo da equipe de ir a campo contra os catarinenses.
A solução foi reforçar o meio-campo, jogando com três volantes, com Zé Gabriel sendo a segurança da defesa e Morelli e Sebastian Gómez tendo mais liberdade para atacar. Uma alternativa que acabou dando certo.
“Sabíamos que jogando com três volantes, o Morelli e o Sebas precisavam fazer o papel de meia-atacante e foram muito bem. A nossa marcação melhorou e no segundo tempo coloquei o Ronier como meia-atacante e o Morelli entrando pela linha de quatro pela direita”, elogiou o treinador.
Jorginho estuda repetir estratégia no Coritiba
Uma estratégia que Jorginho não descarta utilizar outras vezes, especialmente fora de casa. Mas, pensando no setor ofensivo do Alviverde, não tanto na marcação.
“Para você marcar, não precisa ser um excelente marcador, e sim se posicionar. E o Frizzo tem feito muito isso. A importância que tem o posicionamento. Se você se posicionar, eu tenho a oportunidade de ter o Frizzo, que tem uma capacidade técnica, mas, ao mesmo tempo, ter três volantes, com dois que pisam muito na área. Eu quero uma equipe protagonista, que vai para cima do adversário, que possa fazer uma marcação em linha alta, temos dois zagueiros muito velozes”, avaliou.
O próximo compromisso do Coritiba é justamente fora de casa. Na quinta-feira (22), a equipe enfrenta o Sport, na Ilha do Retiro. Para esta partida, Jorginho conta com o retorno de Robson, que deve ser titular no ataque, dando mais velocidade e mobilidade ao setor.