O Coritiba vai publicar nos próximos dias o balanço referente a 2022. Por lei, os clubes precisam seguir a determinação para as empresas e realizar a exposição das suas contas em veículos de comunicação até o final de abril. E pelo segundo ano consecutivo o Coxa apresenta superávit – ou seja, no ano passado as receitas foram maiores do que as despesas.

A apresentação oficial aos membros do Conselho Deliberativo do Coritiba foi feita na quinta-feira (30). E ela mostrou que o ‘lucro’ de 2022 pode ser explicado em boa parte pela transferência de Igor Paixão. O atacante, que hoje atua no Feyenoord, foi negociado por oito milhões de euros (que hoje valem quase 45 milhões de reais, mas na época da transação valiam R$ 41,6 mi).

Como o resultado foi positivo em R$ 60,7 milhões, é possível dizer que a venda de Igor Paixão representou 68,5% do lucro do Coritiba. O outro fator que ajudou foi a recuperação judicial, que equalizou as dívidas em um valor ‘pagável’ pelo Coxa. Este foi o segundo ano seguido de superávit do clube, revertendo uma sequência de 12 anos de aumento das dívidas.

Por isso o Coritiba está contratando?

Em fevereiro, o head esportivo do Coritiba, Lucas Drubscky, garantiu que o clube estava investindo dinheiro próprio no mercado da bola. À época, cresciam os rumores de que o Coxa já estaria acertado com a Treecorp, empresa que deve assumir a SAF alviverde. Oficialmente, o acordo não está fechado, mas está em vias de ser consolidado, o que pode acontecer até a metade do ano.

Neste ano, o Coritiba já fez três contratações em definitivo. Os valores não foram confirmados pelo clube, mas teriam sido investidos R$ 5 milhões na transferência de Bruno Gomes, R$ 6 milhões por Kuscevic e R$ 8 milhões por Bruno Viana. E está praticamente fechada a contratação do lateral esquerdo Jamerson, do Guarani. O jogador deve ser anunciado na segunda-feira (3). O Coxa teria feito uma oferta de R$ 7 milhões e mais a cessão do meia Régis.

Bandeira do Coritiba.
Foto: Divulgação/CFC