O Coritiba encerrou um ano para ser lembrado. Afinal, os erros em série de 2023 não poderão ser mais repetidos pelo clube – que agora é administrado pela Treecorp. Com as falhas da diretoria eleita e da SAF, o Coxa foi tropeçando até cair para a Série B. Perdendo quase metade dos jogos de 2023 (perdeu 27 dos 55), o Alviverde fecha a temporada precisando rever quase tudo dentro e fora de campo. É a famosa “terra arrasada”.

A expressão “terra arrasada” é muito usada quando se diz que um time não pode achar que tudo está errado. “Não se pode fazer terra arrasada”, já disseram treinadores, dirigentes, jogadores e jornalistas. Mas o Coritiba terá pouco a carregar de 2023 para 2024. Jogadores da base, uma ou outra contratação e o técnico Guto Ferreira vão cruzar o ano. Em contrapartida, atitudes, decisões, avaliações e falta de competência precisarão ficar nesta temporada – ainda mais com uma Segundona forte, com Santos, Goiás, América-MG, Sport e a armada de times paulistas.

É difícil apontar um momento da temporada em que o Coritiba não errou. Demitiu Guto Ferreira após confirmá-lo como treinador. Apostou em Júnior Urso como meia (nunca foi) e em Rodrigo Pinho como centroavante (não é). Foi eliminado nas quartas de final pelo Cascavel no Paranaense. Manteve António Oliveira treinando a equipe por mais de 30 dias para demiti-lo logo após a estreia no Brasileirão. Contratou Antônio Carlos Zago, que não ganhou um jogo seguir e foi eliminado pelo Sport na Copa do Brasil. Trouxe 29 jogadores mas não formou um time, e acabou rebaixado.

Mudanças no Coritiba?

Em uma empresa, os responsáveis pelas decisões acima possivelmente seriam demitidos – afinal, não atingiram as metas de 2023. Mas, até segunda ordem, o executivo de futebol Artur Moraes continua no Coritiba. E ele nem tem a prerrogativa de ter sido eleito, como a diretoria da associação, que acumulou falhas desde o final do ano passado. Mas, minimamente, o Coxa terá uma reformulação profunda em seu elenco. Já saíram cinco jogadores, outros sairão e alguns serão negociados.

Luan Polli, Kuscevic, Henrique, Victor Luís, Boschilia, Bruno Gomes, Lucas Barbosa, Samaris, Jesé Rodríguez, Maurício Garcez. Todos deverão sair do Coritiba. E ainda há o interesse de clubes da Série A por Thalisson, Natanael, Marcelino Moreno e Robson. Só aí estão 15 jogadores que podem deixar o Alto da Glória. Sem contar alguns que a torcida adoraria que também não jogassem mais no Coxa. Mas, até acima das mudanças de elenco, o que precisa acontecer na vida alviverde é uma mudança de atitude de seus dirigentes e donos. Caso contrário, 2024 será um ano complicado.

Jamerson, lateral do Coritiba.
A vinda de Jamerson foi elogiada, mas ele não rendeu o esperado. Foto: Ernani Ogata/Código19

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Coritiba fecha a temporada com “terra arrasada”

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