Depois de viver uma temporada em que a defesa foi o seu principal trunfo, o Coritiba voltou a acender o alerta para o sistema defensivo neste início de 2026. Após 13 jogos, entre Campeonato Paranaense e Campeonato Brasileiro, o time foi vazado na maioria das partidas e conseguiu terminar apenas quatro sem sofrer gols.
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O recorte recente amplia a preocupação. A equipe sofreu sete gols nos últimos três jogos, sequência que reforça a dificuldade em sustentar resultados e administrar momentos de pressão durante as partidas. Mesmo com ajustes na linha defensiva e mudanças individuais, o desempenho segue irregular. Os números e dados estatísticos são do site oGol.
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O cenário impacta diretamente o rendimento geral. A frequência com que o Coritiba sofre gols ajuda a explicar o número elevado de empates e a dificuldade em transformar boas atuações ofensivas em vitórias, mantendo o time competitivo, porém sem sequência de resultados positivos. É possível ver isso nos confrontos contra a Chapecoense, pela Série A, e o Operário, pela semifinal do Estadual, em que o time abriu dois gols de vantagem, mas cedeu ao empate.
Defesa do Coritiba sofre no início em contraste com principal arma do time em 2025
O contraste com 2025 é claro. Na última temporada, o Coxa construiu sua campanha a partir de uma defesa sólida, que funcionou como base do desempenho ao longo do ano e sustentou a regularidade da equipe nas competições.
Os números reforçam essa percepção. Foram 36 gols sofridos em 52 jogos, média inferior a um gol por partida e índice baixo de jogos sendo vazado. A consistência defensiva permitiu ao time atravessar sequências de invencibilidade e sustentar vantagens em partidas equilibradas.
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O melhor momento aconteceu na série invicta de nove jogos, entre 19 de maio e 10 de julho, período em que o time alviverde foi vazado apenas uma vez.
Esse padrão representava uma das principais características do Coritiba na última temporada: controle de jogo, gestão de risco e capacidade de fechar partidas sem sofrer gols. Em 2026, a elevação da média de gols sofridos e a maior exposição defensiva indicam mudança clara de comportamento em campo.
Em compensação, atacantes do Coritiba ganham força e assumem protagonismo no time
Se a defesa perdeu solidez, o ataque apresenta evolução numérica neste início de temporada. O time alviverde aumentou a média de gols marcados em relação ao último ano e passou a balançar as redes com maior frequência ao longo das partidas, principalmente com participação dos atacantes.
A equipe tem marcado de forma mais constante e vive sequência recente positiva ofensivamente, fator que mantém o time competitivo mesmo em jogos com maior volume de gols sofridos. Até o momento, o Coxa marcou 19 gols em 13 jogos, com média de 1,46 gol por partida.
Em 2025, terminou o ano com 61 gols em 52 jogos, média de 1,17. Diferentemente do cenário atual, em que os homens de frente têm maior participação nos gols, na temporada passada os gols foram marcados, em sua maioria, por outros setores do time.
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O contraste entre os setores evidencia a mudança de identidade. O Coritiba atual cria mais e marca mais do que em 2025, mas encontra maior dificuldade para proteger resultados.
O equilíbrio entre esses dois pontos passa a ser determinante para a evolução do desempenho ao longo da temporada e terá uma prova de fogo já na próxima rodada, quando o Coxa encara o São Paulo, que defende uma série invicta de sete jogos e sustenta um tabu de 12 anos sem ser derrotado no Couto Pereira.
