A mudança do estatuto do Coritiba, aprovada no início da semana passada pelo Conselho Deliberativo, ainda precisa passar pela Assembleia Geral de sócios. É um trâmite obrigatório – inclusive é a ‘última instância’ do clube, como definido no estatuto que está em vigor. Mas as discussões sobre as mudanças no texto podem ficar em segundo plano em uma votação que pode representar uma espécie de “plebiscito” sobre a Treecorp, a dona da SAF alviverde.

Será a primeira vez que um ato que envolve a SAF será submetido aos sócios do Coritiba. A última Assembleia Geral tratou justamente da aprovação ou não da venda do futebol alviverde para a Treecorp. Sob a expectativa de mudanças profundas, a negociação foi autorizada com ampla margem. Na votação realizada no dia 31 de maio do ano passado, foram 96% dos votos dando aval à venda para a Treecorp, em um universo de 8.505 participantes.

De lá para cá, o Coritiba foi rebaixado para a segunda divisão, foi eliminado pelo Águia de Marabá na primeira fase da Copa do Brasil e não chegou à final do Campeonato Paranaense. Foram três trocas de técnico (de Antônio Carlos Zago para Thiago Kosloski, dele para Guto Ferreira e agora James Freitas), mudança de executivo de futebol (Artur Moraes, depois o falecido Júnior Chávare e agora William Thomas) e a vinda de um gestor esportivo, Paulo Autuori.

SAF do Coritiba passa no teste?

Apesar de o assunto da Assembleia Geral ser a mudança do estatuto, que tem como principal tema a redução do número de conselheiros, a chance de se tornar um espaço para a contestação ao trabalho da Treecorp é grande. As críticas, em especial ao CEO Carlos Amodeo, estão em todos os setores da torcida. A ponto de 22 grupos, de organizadas a grupos de internet, estarem pedindo a demissão do cartola como ponto crucial de uma nova relação dos torcedores e a SAF.

As faixas contra Amodeo pipocaram no Couto Pereira na partida contra o Operário, e até no jogo do Grêmio diante do The Strongest pela Libertadores. O CEO também é alvo de críticas de coxas-brancas históricos, com cadeira vitalícia no Conselho Deliberativo. Estes ‘notáveis’ reclamam da distância dos donos da Treecorp de Curitiba, da falta de vivência no Coritiba, de algumas mudanças propostas para o estatuto e dos erros no futebol. Cercado por quase todos os lados, Carlos Amodeo segue com apoio total dos donos da SAF. Mas pode passar em breve por um “julgamento” da torcida.

Faixas da torcida do Coritiba.
O clima continua pesado para o CEO do Coritiba. Foto: Geraldo Bubniak/AGB

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Coritiba: assembleia para mudança do estatuto pode virar “plebiscito” sobre a SAF

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