António Oliveira comemora classificação e ameniza pressão: “Não gosto de elogios”

Treinador ganhou alívio no cargo após resultado positivo na Copa do Brasil

Esporte Banda B

O técnico António Oliveira valorizou a classificação do Coritiba para a terceira fase da Copa do Brasil. O treinador elogiou a atuação dos seus comandados e disse que a vitória dramática na decisão por pênaltis sobre o Criciúma não reflete o que aconteceu em campo. Após levar um gol com 40 segundos de jogo, o Alviverde só foi empatar aos 44 minutos da etapa final, com Alef Manga.

Para Oliveira, o gol relâmpago do Tigre mudou o cenário da partida precocemente e trouxe uma pressão ainda maior sobre os atletas. Durante o duelo, o Coxa contou com o domínio nos números de posse de bola e finalizações, mas, mais uma vez, viu o ataque desperdiçar chances e apresentar dificuldades. O triunfo trouxe alívio ao Coritiba, que já foi eliminado do Campeonato Paranaense e agora aguarda o sorteio da Copa do Brasil.

Fomos merecedores de muito mais do que conseguimos. Depois do gol existiu uma pressão muito maior sobre os jogadores, mas isso é do jogo. Se o gol do adversário não tivesse saído prematuramente poderíamos estar falando de outro jogo, pois tínhamos muito espaço. O Coritiba foi muito superior ao adversário.

António Oliveira, técnico do Coritiba, em entrevista coletiva.

Protesto da torcida do Coritiba durante o jogo

O técnico também falou sobre os protestos da torcida coxa-branca durante todo o confronto. Após os resultados negativos das últimas partidas, o comandante entrou na partida extremamente pressionado e viu os torcedores vaiarem várias de suas decisões ao longo do jogo. A principal delas foi a saída de Kaio César para a entrada de Pottker, que acabaria como o responsável da assistência para o gol de Manga.

Oliveira tratou a pressão das arquibancadas com naturalidade e afirmou que isso o estimula a crescer como profissional. Mesmo antes do resultado desta terça, o português já havia recebido respaldo da diretoria para a continuação do trabalho. “A torcida já protestou contra outros treinadores. Ela tem o seu direito desde que haja respeito. Aqui não vai ser diferente, faz parte. Eu não gosto muito de elogios, prefiro que me estimulem a crescer”, analisou.

Técnico chegou muito pressionado para o duelo. Foto: Ernani Ogata/Folhapress
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