O CEO do Coritiba, Carlos Amodeo, admitiu sua parcela de responsabilidade pelo rebaixamento no Brasileirão. Em entrevista coletiva realizada na manhã desta segunda-feira (27), o dirigente ressaltou os diversos problemas que o clube teve ao longo de toda a temporada.

Porém, ele dividiu a culpa com diversos outros envolvidos. Segundo o gestor, todos que passaram pelo Coxa ao longo de 2023 têm culpa pelo resultado esportivo, que culminou com a queda do Coxa.

“Temos a consciência da responsabilidade de todos aqueles que passaram pelo clube este ano, e que de alguma forma tiveram sua parcela e contribuição em tudo que aconteceu. Dirigentes, profissionais, comissões técnicas e jogadores, todos sem sua parcela, maior ou menor, para aquilo que estamos vivendo“, disse o dirigente.

Eu, como principal executivo do clube, tenho a clareza da minha responsabilidade de tudo que está acontecendo. Desde que chegamos, fizemos a reformulação do elenco, com mais de dez atletas deixando o grupo e outros dez chegando. Entendíamos que o elenco precisava ser reequilibrado. Buscamos qualificar o elenco, mas fizemos uma balanço dos erros, que tivemos, sim, e estamos avaliando todos para corrigir a rota“, acrescentou.

Mudança de associação para SAF atrapalhou o Coritiba

No final de junho, o Coritiba anunciou a venda de 90% de suas ações para a Treecorp, se tornando SAF. Um processo que foi se arrastando ao longo de meses, inclusive com funcionários – entre eles o próprio Amodeo – já iniciando o trabalho antes mesmo da oficialização da venda. E esse longo período de negociação acabou tendo reflexo dentro de campo.

“2023 foi um ano de profunda transformações na estrutura do Coritiba. Começou com uma diretoria eleita, no curso do ano, a partir de maio, a SAF e os investidores indicam os profissionais para iniciar o trabalho de transição, com uma competição já em andamento, elenco já formado. Tivemos um período de transição de clube associativo para SAF que exigiu muito tempo, e isso é natural em termos de negociações tão complexas. Isso foi um dos fatores determinantes para que tivéssemos uma instabilidade“, afirmou ele.

E até por já pegar o “bonde andando”, Carlos Amodeo se isentou de qualquer situação do clube antes da concretização da SAF. Além disso, ressaltou que que o Coxa já teve melhorias nas estruturas e nos bastidores, corrigindo falhas que vinham se acumulando de anos anteriores e que serão fundamentais para o retorno à elite e que foram a prioridade nesse início de projeto.

“Eu tenho uma responsabilidade importante. Assumi a gestão do clube em maio, mas entendo que só devo ser julgado dentro das circunstâncias, não por estar aqui nesse momento. O ambiente e o momento do clube que eu assumi, do passado recente e da fragilidade do clube. Nós já fizemos muito pelo Coritiba no que se refere aos ajustes que vão nos dar condição de deixar o clube mais forte”, explicou.

O Coritiba mostra em seu passado recente um acúmulo de insucessos. Nos últimos seis anos, foi rebaixado três vezes. Precisa encontrar um processo de reorganização de R$ 300 milhões em dívidas e ser negociado em SAF após a recuperação judicial”, completou o CEO.

Pedido de desculpas

Antes mesmo de falar da situação do clube e abrir espaço para as perguntas da entrevista, Amodeo abriu a coletiva pedindo desculpas para o torcedor e disse compartilhar da dor de todos, mas com confiança de que o clube vai se recuperar rapidamente.

“Gostaria de me dirigir à torcida coxa-branca, me manifestar que todos nós compartilhamos a frustração e a dor do torcedor com o resultado esportivo esse ano, totalmente desalinhado com o que esperávamos. Momento de bastante dor, frustração, mas com clareza da responsabilidade que temos de daqui para frente, com profissionalismo e convicção, fazermos o trabalho de reconstrução do Coritiba”, afirmou.

Carlos Amodeo, CEO do Coritiba
Amodeo admitiu culpa em alguns pontos, mas ressaltou trabalho nos bastidores. Foto: Divulgação/Coritiba

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CEO do Coritiba admite erros, mas divide responsabilidades e fala do passado do clube

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