O caso do diretor da torcida organizada do Coritiba, Império Alviverde, André Rodrigues, conhecido como “Macaco”, que morreu no hospital após ser internado por ter sido baleado por um policial militar em frente ao estádio Couto Pereira, ganhou novos desdobramentos após um novo depoimento.

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De acordo com reportagem do Balanço Geral, da RIC Record, um amigo da vítima compareceu à delegacia para prestar depoimento. Eduardo Henrique Wille afirmou que estava armado e esteve envolvido na confusão inicial, que, momentos depois, deu origem aos disparos contra Macaco.

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“Eu estava no Couto, comemorando o título. Quando eu estava indo embora encontrei um cara que não gosta muito de mim e a gente começou uma discussão. Uma outra pessoa começou a discutir comigo e veio pra me bater, mas eu disse que não queria brigar porque estava com arma na cintura“, explicou Eduardo.

“Nisso ele saiu e voltou com um 38, eu corri e ele deu seis disparos pra cima. Aí o Macaco chegou, pegou a arma de mim e correu pro meio da rua. Nisso, começaram a me bater e eu não vi nada, só ouvi os disparos. Não sei se foi o Macaco que atirou ou o policial, porque eu estava de costas”, disse em entrevista à RIC Record.

Advogado diz que câmeras de segurança podem provar a versão

O advogado Lucas Fortunato, que defende Eduardo Henrique Wille, afirma que é possível comprovar a versão dele por meio das câmeras de segurança que estão no Couto Pereira e no entorno.

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“Eu lanço o desafio para a imprensa, para o delegado de polícia, que se não acreditarem no que o Eduardo está falando, tragam as câmeras de segurança que vão provar o que ele está falando. Inclusive, a versão que ele passa colabora com a versão do policial militar. Um ponto tem que destaco, que quem começou o tiroteio foi um terceiro“, disse o advogado.

Policial alegou ter acertado “órgãos não vitais”

De acordo com o advogado Caio Percival, que faz a defesa do policial militar, André ‘Macaco’ estaria alcoolizado no momento da confusão e portava ilegalmente a arma, além disso, o PM teria acertado os tiros em “regiões não vitais”.

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Porém, o torcedor precisou de atendimento imediato e foi levado de ambulância à UTI, onde foi entubado e não resistiu aos ferimentos.

André Rodrigues, torcedor do Coritiba
André faleceu no começo de dezembro. Foto: Divulgação/Império Alviverde