A temporada 2026 já vai vendo seu primeiro mês acabando, nesta quarta-feira (28) começa o Brasileirão e até aqui o Coritiba segue com o mesmo problema de 2025. Até aqui, o Coxa já anunciou nove reforços, com um décimo, o atacante Keno, prestes a ser confirmado também, mas o ponto fraco do time na conquista da Série B segue sem ter sido resolvido.
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O Coxa foi ao mercado para 2026, contratou lateral-direito, volantes, meia e atacantes pelos lados do campo, mas até aqui não trouxe nenhum centroavante. Mas não foram por falta de tentativas. Três nomes foram procurados pela diretoria desde o final do ano passado: Lucero, do Fortaleza, Vegetti, do Vasco, e Tiquinho Soares, do Santos.
O primeiro foi quem esteve mais próximo de acertar. Os dois clubes alinharam condições salariais, mas o argentino não gostou do tempo de contrato e preferiu se transferir para a Universidad de Chile. O Pirata também optou por deixar o Brasil e trocou o Cruzmaltino pelo Cerro Porteño, do Paraguai.
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Tiquinho, então, se tornou o plano A. Desde dezembro a Banda B trouxe a informação que o camisa 9 do Peixe estava no radar, mas nos últimos dias os rumores se intensificaram. O atleta tem como opção rescindir o contrato com o Santos e ficar livre para negociar com o Coritiba, mas teria que aceitar uma redução salarial. Outra opção seria um empréstimo, com os dois times dividindo os custos mensais.
Coritiba prometeu um 9 ou não?
No dia 9 de janeiro, o head desportivo do Coxa, em entrevista coletiva ao lado do técnico Fernando Seabra, prometeu que “um atacante importante do cenário nacional” estava prestes a chegar. Passadas cerca de duas semanas depois dessa afirmação, Keno desembarcou em Curitiba, o que pode ser, na teoria, o nome prometido pela diretoria.
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Porém, na mesma entrevista, o dirigente citou a necessidade de compor o elenco e citou nominalmente Pedro Rocha, afirmando que viria um outro atacante para a posição. Embora esteja jogando como o homem mais a frente, o ex-atacante do Remo não é um centroavante propriamente dito. Thomas ainda ressaltou que “Tem a expectativa, mas é a posição mais difícil do mercado. Sempre são os contratos mais caros, os jogadores mais disputados, com os jogadores em evidência”.
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Ou seja, o Alviverde sabe a necessidade de se trazer o tal camisa 9, mas, até aqui, não conseguiu fechar com quem negociou, e não encontrou outras opções alternativas diante das negativas.
Diretoria tem um alvo, mas corre contra o tempo
Agora, a mira está voltada totalmente em trazer Tiquinho Soares, jogador que brigou pela artilharia do Brasileirão de 2023 e que não tem no elenco coxa-branca alguém com características semelhantes. Dellatorre e Gustavo Coutinho foram embora, enquanto Rodrigo Rodrigues, se recuperando de um rompimento do ligamento do joelho, só voltará a jogar no segundo semestre.
Caso as conversas com o Santos não avancem, o Coritiha voltará à estaca zero, tendo que mapear novamente o mercado para cumprir a promessa do “atacante importante do cenário nacional”, como disse William Thomas. Mas será uma corrida contra o tempo.
A primeira janela do ano acaba no dia 3 de março. Com isso, o Coxa ainda tem um pouco mais de um mês para reforçar o elenco. Até lá, terão sido disputadas quatro rodadas do Brasileirão. Ou seja, todo esse tempo sem um centroavante de ofício pode custar mais caro do que investir em um reforço que chegue para fortalecer o grupo e resolver a principal carência de 2025: a falta de gols, que vai se repetindo neste inicio de 2026, com apenas três gols do grupo principal, em quatro jogos.
