A noite de sexta-feira (28) pegou os torcedores do Coritiba de surpresa com o comunicado de que Mozart não comandará o time em 2026. O acordo, que estava bem encaminhado, dependia apenas de uma assinatura, mas, de repente tudo mudou. Só que não foi tão de repente assim.
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As conversas entre os dois lados começaram antes mesmo da Série B acabar, apesar que de forma mais tímida, com o Coxa negociando com o empresário do técnico, que preferia aguardar o jogo contra o Amazonas, focado em buscar o título da competição. Somente na volta a Curitiba e passadas as festas da conquista é que esta parte foi mais intensificada, ao mesmo tempo que ficando mais distante do que o inicial.
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Na terça-feira (25), diretoria e Mozart sentaram para conversar. O Coritiba apresentou um valor, o treinador fez uma contraproposta e o clube fez uma nova proposta em cima disso e foi marcada uma nova reunião para o final da tarde de sexta-feira para chegar a um desfecho, que, horas depois, teve o final surpreendente, inclusive dentro do clube, até mesmo William Thomas, com quem ele vinha negociando.
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Porém, antes disso tudo, a confiança dos dois lados era de que o final seria feliz. Até por isso, Mozart, por diversas vezes, afirmou com tom confiante que ficaria, chegando até a garantir que seguiria no Coxa em 2026. Do outro lado, o head desportivo William Thomas também acenava com a permanência.
Lado financeiro foi decisivo
Só que a ruptura começou a acontecer aos poucos. E o entrave basicamente foi a questão financeira. O Alviverde chegou a oferecer o dobro do salário pago este ano, mas Mozart, por se sentir valorizado pelo trabalho com o título da Série B, queria mais e pediu cerca de três vezes do valor que recebia.
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A pedida assustou, de certa forma, a diretoria coxa-branca, que achou a demanda alta, acima do tom para um profissional sem experiência em Série A. Além disso, o clube trabalha com um teto orçamentário e via que acatar a exigência do profissional seria gastar mais do que o planejado.
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Do outro lado, Mozart queria um reconhecimento maior por tudo que fez ao longo de 2025, e havia também um pequeno desconforto familiar, pela pressão e críticas exageradas por parte da torcida, o que fez a pedida ter sido mais alta.
Incômodo no Coritiba e jogo duro
E aí nenhum dos lados quis ceder, ao mesmo tempo que achavam que a outra parte acabaria cedendo. Internamente, o Coritiba acreditava que Mozart poderia reduzir a pedida, até por todo o respaldo que teve ao longo do ano, especialmente no momento mais conturbado, com as eliminações para o Ceilândia, na primeira fase da Copa do Brasil, e para o Maringá, nas quartas de final do Campeonato Paranaense.
Sem contar que todo o planejamento para 2026 já vinha sendo realizado entre diretoria e treinador, que ajudou na organização da pré-temporada e também estava trabalhando na montagem do elenco, indiciando nomes que poderiam renovar contratos e peças do mercado para reforçar o grupo. Em cima disso, Mozart confiava que o clube aceitaria a sua pedida.
Até por isso a confiança era de um acordo, já que o trabalho vinha, de certa forma, sendo realizado para o ano que vem. Agora, o Coritiba terá que recomeçar quase todo o planejamento do zero. A começar pela escolha do novo comandante, que chegará com suas ideias e conceitos, além de exigências em montagem de elenco, fazendo com que o Coxa corra contra o tempo para anunciar um substituto o quanto antes de se iniciar a pré-temporada, que começará dia 27 de dezembro.
