Apesar da derrota por 3×2 para o Foz do Iguaçu, na estreia no Campeonato Paranaense, o técnico do time sub-20 do Coritiba, PC de Oliveira, avaliou de forma positiva o desempenho e o processo de amadurecimento dos jovens atletas utilizados na partida disputada no Couto Pereira, na noite de quarta-feira (7).
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Com uma equipe formada por jogadores da base, o Coxa iniciou a competição assumindo os riscos previstos no planejamento do clube para o Estadual, enquanto o elenco principal segue em pré-temporada. Segundo o treinador, a proposta é acelerar o desenvolvimento competitivo dos atletas, mesmo diante da chamada “crueldade do esporte”.
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“O combinado é apertar e submeter à crueldade do esporte. Como eles não têm tempo, estamos esticando a corda para oferecer ao clube, o mais rápido possível, jogadores competitivos, que possam lutar pela camisa como prioridade. Responderam bem, o resultado não foi o esperado, mas vejo que eles estão amadurecendo muito rápido”, afirmou.
PC de Oliveira volta a destacar risco ao Coritiba no Paranaense
PC de Oliveira também destacou que o resultado negativo faz parte do processo de formação e precisa ser analisado dentro do contexto esportivo e institucional do clube. O treinador explicou que o Campeonato Paranaense de 2026 tem uma nova fórmula, o que aumenta o grau de risco ao escalar um time jovem nas primeiras rodadas.
“Quando o clube olha para o resultado, precisa saber que o Paranaense tem uma nova fórmula. O clube corre o risco ao colocar uma equipe jovem, enquanto o time profissional precisa fazer uma boa pré-temporada. O resultado é ruim, porque gostaríamos de entregar seis pontos para a equipe principal, agora precisamos refazer o trabalho para entregar três”, analisou.
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O técnico reforçou ainda que o impacto das falhas varia conforme o nível da competição, destacando a importância de os atletas compreenderem o peso do ambiente profissional. Para ele, errar faz parte da formação, mas o aprendizado precisa ser imediato.
“Eles têm que entender o quanto custa. Falha no sub-20 é estatística. Falha na equipe profissional, no Couto Pereira com 35 mil pessoas, em uma semifinal, custa para a carreira e para o clube”, disse.
Treinador do Coritiba descarta abalo mental em jovens jogadores: “Tem que aprender a conviver”
Por fim, PC de Oliveira afastou a possibilidade de abalo psicológico nos atletas após a derrota, ressaltando que a pressão faz parte do crescimento no futebol de alto rendimento. Segundo o treinador, a vivência sob cobrança é essencial para preparar os jovens para desafios maiores.
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“Tem que aprender a conviver com a crueldade do futebol. Não acho que o mental vai afetá-los. O que precisa afetá-los é a pressão. Todos precisam trabalhar pressionados. O Coritiba precisa de todo mundo pressionado, neste momento”, concluiu.
