Na tarde de hoje, o empresário argentino de Ariel, Sérgio Irigoicia, criticou os assessores brasileiros do atleta, e disse que se for preciso, acionará a FIFA para que ele cumpra o contrato de cinco anos assinado com o Coritiba. O advogado do jogador, Augusto Mafuz, explicou a situação e ainda apontou falhas no discurso do empresário.

“Em primeiro lugar, queria dizer que não me ofende as críticas do empresário. Tenho 30 anos de advocacia e até hoje nenhum cliente, especialmente jogador de futebol, reclamou do meu trabalho. Esse empresário tem 20% sobre o passe do Ariel, então ele tá reclamando que é 5 anos de contrato porque ele tá perdendo. Ele não tá defendendo o Coritiba, tá defendendo a parte dele. Em janeiro, foi revogada a procuração dele, por um ato espontâneo do próprio Ariel. E esse mesmo empresário está sendo processado pelo Ariel por ter se apropriado de 15% dos direitos que eram do jogador no momento em que ele assinou com o Coritiba”, disse o advogado.

Mafuz disse que o que está em questão não é o salário do jogador, mas sim se vale o contrato de cinco anos ou o de dois anos, como alegam os assessores de Ariel. O advogado explicou que na verdade existem três contratos do jogador com o Coritiba. “São três contratos. Um de cinco anos do dia 07/05/2008, outro particular de dois anos assinado no dia 07/06/2008, e o terceiro contrato, o contrato padrão da CBF, de dois anos. Porque foi feito aquele intermediário de dois anos? É isso que tem que ser explicado. Existe no direito brasileiro a questão de sobreposição de contratos, e o que vale é o último contrato. Eu to discutindo o aspecto jurídico, não to defendendo se ele tem que cumprir o contrato de cinco anos ou não. Se tem dois contratos, um de cinco e outro de dois anos, porque vale o de cinco e não o de dois? A legislação limita o trabalho para estrangeiros em dois anos. Mas porque foi feito um contrato particular de dois anos se já existia o de cinco?”, completou.

Para o advogado, estão criando uma imagem de que o Ariel não quer cumprir o contrato de cinco anos, quando na verdade existe um vínculo de cinco anos, um de dois anos e outro de dois anos também. “O dirigente do Coritiba, Ernesto Pedroso, está querendo criar uma situação de constrangimento para o Ariel e para mim, querendo jogar a torcida contra o jogador e contra o advogado. Isso tem que ser resolvido na base da conversa, não do bate boca. O que não pode é trazer um cidadão da Argentina, que está sendo processado, que pegou dinheiro das pessoas e não prestou conta”, finalizou.

Comunicar erro

Comunique a redação sobre erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página.

Advogado de Ariel se defende das acusações do empresário do atleta

OBS: o título e link da página são enviados diretamente para a nossa equipe.