O técnico Fernando Seabra completa 100 dias de trabalho no Coritiba. Anunciado exatamente no dia 8 de dezembro de 2025, o treinador chega esta semana a quatro meses no cargo no clube. Porém, como a apresentação para a pré-temporada foi no dia 27 de dezembro, com dois dias de folga para o ano novo, são completados nessa semana 100 dias de atividades.

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Nesse período, foram 18 jogos disputados, com oito vitórias, seis empates e quatro derrotas, um aproveitamento de 55,55% dos pontos disputados, sem contar as duas primeiras partidas do ano em que o time sub-20 esteve em campo. Neste período o Coxa caiu nas semifinais do Paranaense e, atualmente, ocupa a sétima colocação no Brasileirão.

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O treinador também rodou bem o elenco, com 30 jogadores sendo utilizados nestes 18 confrontos, sendo dois goleiros, seis laterais, cinco zagueiros, nove meio-campistas e oito atacantes. Alguns deles nem estão mais no elenco alviverde, tendo sido emprestados para outros clubes, como o lateral-direito Felipe Guimarães, o meia Jean Gabriel e o atacante Brayan.

Coritiba mudou forma de jogar

Porém, mais do que os números frios em si, Seabra já conseguiu colocar a sua cara na forma de o Coritiba jogar. A solidez defensiva do ano passado, sob o comando de Mozart, já não é a mesma, com 16 gols sofridos até aqui, mas o time se mostrou muito mais ofensivo, balançando as redes em 21 oportunidades.

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No total, o Coxa ficou apenas sete partidas sem sofrer gols, mas também passou em branco em somente quatro confrontos, o que reforça que o Alviverde mudou suas características, sendo uma equipe mais incisiva, mas que acaba dando mais espaços para o adversário.

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Isso se reflete no perfil de jogo, mas também da competição. No ano passado, na Série B, o Coritiba era quem impunha o ritmo da partida, tendo mais controle e dominando os adversários. Agora, o Coxa entrega mais a bola para os oponentes, se fechando na marcação e explorando os contra-ataques.

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Como um comparativo, de acordo com dados do Sofascore, em 2025 o Alviverde tinha, em média, 52,6% de posse de bola na Série B, enquanto no Brasileirão o número cai para 39,7%. Isto também explica o fato de sofrer mais gols – tendo os adversários próximo da área por mais tempo -, mas também por marcar mais, uma vez que a maioria dos gols foram pegando os rivais mais expostos, em jogadas construídas em velocidade.

Técnico vê espaço para evolução

Embora curto, o tempo já é considerado relativamente significativo para a realidade do futebol brasileiro. Tanto é que, mesmo apenas há quatro meses no cargo, Seabra já é o oitavo treinador mais longevo entre os 20 clubes da Série A. E, de acordo com ele, quanto mais tempo tiver, maior vai ser a produtividade do Coritiba em campo.

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O importante é que a tendência do desempenho tem sido de evolução. Neste sentido, os sinais são de que a gente está indo no caminho certo do ponto de vista de como a gente está treinando e dos planos de jogo que a gente está traçando, principalmente do comportamento e atitude dos jogadores no dia a dia”, disse ele, logo após o empate em 1×1 com o Fluminense, no último sábado (4).

Fernando Seabra antes de jogo do Coritiba no Couto Pereira
Seabra tem 18 jogos no comando do Coxa. Foto: Geraldo Bubniak/AGB

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