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Um dos maiores goleiros da história do futebol paranaense, Altevir Sales, 71 anos, é até hoje dono do recorde do maior número de partidas sem levar gols no Campeonato Estadual: 1066 minutos, ou quase 12 jogos sem ser vencido pelos atacantes adversários, no Paranaense de 1977, pelo Athletico. Em entrevista à Banda B, ex-jogador, que também defendeu as cores do Coritiba, relembrou marcas da carreira e revelou o eterno amor pelo Athletico.

“O Athletico foi a minha melhor fase, sem dúvida. Foi onde consegui aquele recorde e vive minha época mais feliz no futebol. Naquela época, nós tínhamos uma defesa muito sólida também, o que ajudou a ficarmos quase doze jogos sem sofrer gols”, conta Altevir. “Na década de 1970 eu fui o goleiro que mais jogou pelo Furacão, e eu tneho muito orgulho disso”.

Carreira

Com passagens por Britânia (atual Paraná Clube), Cascavel, Grêmio Maringá e Botafogo de Ribeirão Preto, o ex-goleiro é um dos atletas que mais disputou Athletibas na história do clássico: foram ao 27 partidas, sendo apenas duas pela equipe alviverde. “Minha estreia em Athletibas aconteceu em 1974, pelo Campeonato Brasileiro daquele ano. Fiz mais 24 pelo Athletico e outros dois pelo Coritiba, mas fui feliz mesmo é na Baixada, até porque sou athleticano e amo o clube”, revela.

Apesar da boa fase, a década de 1970 no Furacão seria de seca de títulos e pior: o maior rival ergueria sete Paranaense entre os anos de 1971 e 1978.

“Foi uma fase complicada, porque tínhamos um grande time, mas o Coritiba venceu muito títulos naquela década. Fazíamos boas campanhas, mas as revelações eram vendidas, como o Nilton Batata, que foi negociado com o Santos. O próprio Sicupira, que eu considero como um irmão, parou de jogar em 1975. Todos esses foram problemas, mas com o Barcímio naquela equipe de 1977, tenho certeza que ergueríamos o caneco”, afirma Altevir, que encerrou a carreira em 1985, aos 36 anos.

Hoje técnico do Vila Sandra, time do futebol amador de Curitiba, o ex-goleiro relembra com carinho da época como jogador, mas lamenta os rumos do atual futebol brasileiro. “Hoje nós vemos muitas brigas entre torcidas. Na minha época isso acontecia também, mas em casos isolados. O que eu lembro da minha época, nos jogos no Alto da Glória, eram os torcedores misturados, com a mescla das cores verde e vermelha nas arquibancadas… Era muito bonito”, completou.