Jogadores do Atlético comemoraram com a torcida a classificação para a final da Sul-Americana. (Dhavid Normando/Banda B)

A viagem do Atlético para o Rio de Janeiro terminou da melhor maneira possível com a classificação histórica para a final da Copa Sul-Americana. A equipe da Banda B acompanhou o Furacão desde o aeroporto Afonso Pena até a festa memorável nas arquibancadas do estádio do Maracanã.

Confira abaixo a retrospectiva da classificação histórica do Atlético

Segunda-feira (26/11)

O Atlético embarcou no final da tarde para a cidade do Rio de Janeiro. No aeroporto Afonso Pena, alguns torcedores foram incentivar os jogadores e tirar foto com a delegação atleticana. Os mais assediados foram o volante Lucho González e o técnico Tiago Nunes. A delegação atleticana desembarcou no Rio de Janeiro por volta das 19h30 e logo foi para o hotel.

A delegação atleticana desembarcou no Rio de Janeiro por volta das 19h30 e logo foi para o hotel.

Terça-feira (27/11)

A véspera da partida começou com a mudança no local de treinamento. A Gavea, do Flamengo, sofreu com a forte e ficou sem condição de receber o treinamento. Com isso, o Atlético fez sua atividade no estádio Nilton Santos.

Antes do treino, o Furacão fez o reconhecimento de gramado do Maracanã. Foram apenas 15 minutos, mas tempo suficiente para perceber algumas irregularidades.

Quarta-feira (28/11)

Na madrugada do dia da partida, alguns torcedores do Fluminense soltaram fogos em frente ao hotel em que estava hospedado o Atlético. O foguetório atrapalhou o sono dos jogadores e até quebrou a janela do quarto do massagista Bolinha.

O foguetório, porém, não tirou em nada a concentração dos jogadores para o jogo da noite. Todos estavam muito focados para atingir o grande objetivo de chegar à final da Sul-Americana.

Na manhã do dia da partida, vários torcedores do Atlético compartilharam imagens no aeroporto Afonso Pena embarcando para o Rio de Janeiro. Outros postavam nas redes sociais a longa viagem de mais de 12 horas de ônibus desde Curitiba até a capital fluminense.

Entretanto, nem tudo foi festa na torcida atleticana. Um grupo de torcedores foi agredido em um bar em Copacabana por alguns integrantes da torcida do Fluminense horas antes da ida para o Maracanã. A confusão só aconteceu após um vídeo circular nas redes sociais de torcedor atleticano provocando ao dizer: ““se quiser pode vir, manda econstar, cadê o bonde do ‘Sobranada’?”.

O clima de briga ficou apenas longe do estádio e os atleticanos fizeram a festa desde que chegaram ao Maracanã por volta das 18h. A entrada no estádio foi liberada apenas 19h45.

Por volta das 20h, o Atlético chegou ao estádio do Maracanã e foi provocado pelos torcedores do Fluminense. Mas nada que tirasse a concentração. “Temos feito uma campanha de merecimento de chegar até essa fase. Conseguimos uma vantagem no primeiro jogo, agora é respeitar o Fluminense e manter a nossa identidade”, afirmou o técnico Tiago Nunes, na chegada.

A escalação atleticana teve duas novidades com as entradas do volante Bruno Guimarães e do atacante Marcelo Cirino nas vagas de Wellington e Rony, respectivamente. Com isso, a escalação foi Santos; Jonathan, Thiago Heleno, Léo Pereira e Renan Lodi; Bruno Guimarães, Lucho González e Raphael Veiga; Nikão, Marcelo Cirino e Pablo.

Com bola rolando, o Atlético acabou com qualquer possibilidade do Fluminense ao marcar o primeiro gol aos seis minutos. Nikão recebeu cruzamento de Marcelo Cirino e chutou de primeira para ampliar a vantagem no confronto. O gol atleticano aumentou o barulho da torcida atleticana, e os torcedores do Fluminense ficaram em silêncio.

O primeiro tempo terminou 1 a 0 para o Atlético. No intervalo, alguns torcedores do Flu deixaram o Maracanã já sem acreditar na classificação. Já na etapa final, o clima foi de muita revolta contra o presidente Pedro Abad e o técnico Marcelo Oliveira. O Rubro-Negro não tinha nada a ver com assunto e ampliou o placar em um contra-ataque fatal. Bruno Guimarães recebeu o passe na pequena área e apenas empurrou a bola para o fundo das redes.

Após o apito final, o Maracanã se tornou atleticano. Os quase 2 mil torcedores que estiveram no estádio fizeram muita festa e gritaram os nomes dos jogadores e do técnico Tiago Nunes. O grupo fez questão de comemorar junto e retribuir o carinho.

Com a classificação inédita para a final da Sul-Americana, o Atlético vai para a Colômbia em busca do seu primeiro título internacional. A vontade do grupo atleticano é entrar para a história do clube.