O técnico Wesley Carvalho ainda comandará o Athletico diante do Cuiabá, quarta-feira (6), na Arena Pantanal, pela 38ª e derradeira rodada do Brasileirão. Porém, após a vitória por 3×0 sobre o Santos, domingo (3), na Ligga Arena, a entrevista coletiva ganhou um ar de despedida.

O treinador, que ano que vem não seguirá no cargo, ressaltou as dificuldades no período em que esteve no comando da equipe e lamentou a sequência de empates, que tiraram do Furacão a chance de disputar a Libertadores no ano do centenário. Porém, as dificuldades fizeram ele amadurecer.

“Nõs não perdemos tanto, mas largamos de ganhar, principalmente em casa. Tivemos N fatores que fizeram isso acontecer, mas tentamos buscar o equilíbrio com e sem bola. Voltamos a ficar mais próximos do que era no começo. Tivemos que mudar características e tudo isso foi determinante na nossa produção. Não é desculpa, faz parte e aprendi muito com essas dificuldades“, avaliou Wesley.

Jogadores do Athletico ganham elogios

Assim como fez desde que estreou no comando do Athletico, em junho, Wesley Carvalho sempre enalteceu o seu grupo. E após uma importante vitória não foi diferente. O técnico admitiu que o time não teve uma grande atuação, mas alcançou o seu objetivo, principalmente pela disciplina tática dos atletas.

“Tínhamos que terminar com um belo resultado no nosso último jogo na Arena. Dentro da estratégia que estabelecemos, os jogadores foram fantásticos. Agora é pensar no Cuiabá para terminar o ano fazendo a mesma coisa que fizemos aqui”, acrescentou.

Evolução de Vitor Roque

Outro ponto abordado na entrevista foi o atacante Vitor Roque, que fez sua despedida da torcida do Furacão diante do Peixe. Acostumado a fazer diversos trabalhos na base, como foi em Vitória e Palmeiras, por exemplo, o o técnico enalteceu o potencial do camisa 9, que, segundo ele, ainda tem espaço para evoluir muito mais no Barcelona.

“Estou um pouco acostumado com isso. Eu tive a oportunidade de trabalhar com Patrick de Paula, Gabriel Menino, Verón, Vitão, David Luiz, Gabriel Paulista, Dudu Cearense… jogadores que cresceram e tive a oportunidade de acrescentar algo na carreira deles. O Vitor é um jogador parecido com o Endrick. Estreou muito cedo no profissional por ter muita força e ser matador, centroavante nato. E isso acaba fazendo perder alguns conteúdos. Quando ele chegou aqui percebemos que ele tinha muita força, mas dificuldade em fazer gols de cabeça e usar a perna esquerda. Foi feito esse refino técnico para ajudá-lo e ele sempre quis aprender e melhorar. Não à toa se firmou e no Barcelona tem tudo para crescer ainda mais“, avaliou ele.

Wesley Carvalho, técnico do Athletico
Wesley Carvalho também falou sobre Vitor Roque. Foto: Geraldo Bubniak/AGB

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Wesley Carvalho elogia postura do Athletico e fala em tom de despedida: “aprendi muito”

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