Tiago Nunes e Odair Hellmann são os treinadores das finais da Copa do Brasil. (Thais Fernandes/CBF)

A final da Copa do Brasil entre Athletico e Internacional marca um encontro entre dois técnicos da escola gaúcha e da nova geração do futebol brasileiro: Tiago Nunes e Odair Hellmann. O treinador athleticano começou a carreira no interior do Rio Grande do Sul, mas fez seu primeiro trabalho de sucesso justamente no Furacão e com uma filosofia mais ofensiva. Já o técnico colorado iniciou a trajetória com o time gaúcho ainda na Série B e ajudou na reconstrução do clube no cenário nacional.

Tiago Nunes

O técnico Tiago Nunes assumiu o Athletico no dia 27 de junho de 2018 e em apenas um ano já é considerado um dos grandes nomes da história do clube. Ele ganhou o título da Sul-Americana de 2018, o primeiro internacional do Rubro-Negro, venceu Boca Juniors e River Plate no primeiro semestre, levantou a taça da J.League YBC Levain Cup/Conmebol Sudamericana Championship Final, o primeiro intercontinental do clube paranaense, e agora comandar o Furacão na segunda final da história de Copa do Brasil.

Na visão de Odair Hellmann, o treinador adversário vem fazendo um grande trabalho no Athletico. “O Tiago chegou pelos méritos, pelo grande trabalho que vem fazendo, e nós respeitamos muito a equipe. Sabemos da dificuldade que vão ser os grandes jogos da final, então, meu foco, minhas atenções seguem no jogo, na nossa maneiras de jogar para que possamos conseguir a vitória”, comentou.

Odair Hellmann

Odair Hellmann foi revelado como jogador justamente pelo Internacional, em 1997, e teve uma carreira de 13 anos. Ele voltou para o clube gaúcho em 2009, foi auxiliar nas categorias de base e ainda trabalhou como assistente no time principal por três temporadas.

Hellmann ganhou a primeira oportunidade como técnico nas últimas três rodadas da Série B de 2017 e foi efetivado para 2018. Desde então, ele levou o Internacional para a Libertadores de 2019 e ainda se tornou o técnico mais longevo dos últimos 40 anos.

Para Tiago Nunes, é um prazer disputar o título contra um técnico como Odair Hellmann. “A gente fez um encontro no sorteio e é um grande prazer poder compartilhar essa final com ele. Tem uma história muito bonita, um cara que foi atleta, passou por alguns perrengues e assume o Internacional, um clube enorme, em uma retomada de Série B. É um prazer gigantesco compartilhar dessa final e o mais importante para mim é viver essa final. Viver esse momento é o que sonhei desde criança”, afirmou.