Petraglia pegou 60 dias de suspensão e foi multado pelo STJD (Geraldo Bubniak/AGB)

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) puniu o presidente do Conselho Deliberativo do Athletico, Mario Celso Petraglia, com 60 dias de suspensão e uma multa no valor de R$ 20 mil, por invadir o gramado após a partida contra o Fortaleza, na Arena da Baixada, pela Copa do Brasil. A sanção foi imposta pela Segunda Comissão Disciplinar, na manhã desta terça-feira (25), no Rio de Janeiro.

O dirigente foi denunciado após ser relatada em súmula pelo árbitro Flávio Rodrigues de Souza a entrada no gramado depois da vitória por 1 a 0 do Furacão, que deu ao time a classificação às quartas de final da competição. Revoltado com a arbitragem, Petraglia disse ao comandante da partida: “lamentável sua arbitragem hoje. Você também faz parte dos canalhas da CBF?”.

A Subprocuradora-geral do STJD, Julia Gelli, considerou a reincidência do cartola rubro-negro e considerou inadmissível a invasão. Baseado na súmula, o Tribunal fez a denúncia com base no artigo 243-F, que pune por “ofender alguém em sua honra, por fato relacionado diretamente ao desporto” e 258-B, por “invadir local destinado à equipe de arbitragem, ou o local da partida, prova ou equivalente, durante sua realização, inclusive no intervalo regulamentar”. A pena pode ser suspensão pode ser de 15 a 180 dias, além de multa de R$ 100 a R$ 100 mil.

No mesmo julgamento, o Athletico foi absolvido pela conduta do dirigente.

A defesa

Mario Celso Petraglia foi representado pelo advogado Paulo Henrique Golambiuk, que defendeu a postura do dirigente alegando que houve um desconforto por atitudes vindas da Confederação Brasileira de Futebol.

“Havia uma motivação razoável para que o Presidente estivesse frustrado e irritado com o fato da CBF não responder aos ofícios do clube. Naquele dia a única pessoa com alguma medida vinculada a CBF era o árbitro principal da partida e era ali que ele poderia desabafar e a ofensa não era pessoalizada. A primeira frase lamenta a atuação da arbitragem e na segunda é uma indagação. Toda a imprensa diz que o Petraglia fez o que fez pela não desconvocação de Renan Lodi e retorno da CBF. Peço a desclassificação da conduta para o artigo 258 por se tratar de uma reclamação desrespeitosa. Ele adentrou em campo para dirigir as palavras ao árbitro e vejo a aplicação do artigo 183 por ato contínuo. Ao artigo 258-D entendo que esse caso não se aplica. Me parece que está mais para atos quando não há identificação concreta”, disse o advogado de defesa.