Mário Celso Petraglia explicou a situação de doping do Athletico. (Monique Vilela/Banda B)

O presidente do Conselho Deliberativo do Athletico, Mário Celso Petraglia, se pronunciou nesta segunda-feira (13) sobre o caso de doping envolvendo o zagueiro Thiago Heleno e o volante Camacho. Os dois jogadores ingeriram um suplemento alimentar com Higenamine, substância que é proibida pela Agência Mundial Antidoping (WADA, sigla em inglês). Para o dirigente rubro-negro, os jogadores são vítimas de um erro exclusivamente do clube.

“Lamentavelmente, a vida nos proporciona situações difíceis e essa é uma das piores que vivi nessas duas décadas que estou no clube. Fomos surpreendidos por uma falha interna de profissionais do clube que nós abrimos uma sindicância e processo administrativo interno para buscar todas as informações do ocorrido. Nós não chegamos ainda a uma posição e assim que tivermos uma posição objetivo das falhas que houve durante o processo [será divulgado]”, explicou Petraglia, em entrevista coletiva.

O caso veio à tona no Athletico na última sexta-feira (10), quando o clube recebeu a informação do doping do zagueiro Thiago Heleno. “Lamentavelmente, nós fomos surpreendidos na última sexta-feira pela Conembol que o Thiago havia ingerido uma substância que é considerada doping. Foi uma surpresa enorme na sexta-feira à noite, começou o processo interno e chegamos à conclusão que houve uma falha interna. O suplemento foi posto a disposição de vários atletas e, infelizmente, dois tomaram”, comentou o presidente do Conselho Deliberativo.

Depois da surpresa pelo doping de Thiago Heleno, o clube abriu um processo interno e descobriu que o volante Camacho também ingeriu o suplemento alimentar. Por conta disso, o próprio Athletico fez a confissão para a Conmebol, mesmo sem a prova que o jogador caiu no doping. Ele realizou o exame na partida contra o Jorge Wilstermann, no dia 24 de abril, mas o resultado ainda não foi revelado.

“Nós confessamos que o atleta Camacho ingeriu a substância. A probabilidade de dar negativo existe, mas isso independente da nossa posição de confessar. Temos que buscar que essa situação não afete a imagem do atleta. O doping é uma coisa tão forte na vida do profissional do esporte que é um tabu e desta vez, eles não podem ficar com essa marca porque foram vítimas da instituição. A culpa é exclusivamente do Athletico Paranaense”, disse o dirigente.

Ainda segundo Petraglia, a preocupação do Athletico é minimizar a punição para Thiago Heleno e Camacho, que não tiveram culpa no caso. “O clube já contratou bioquímico e advogado e o nosso objetivo é minorar a pena dos atletas, que estão muito tristes por essa situação. Vamos fazer tudo que estiver ao nosso alcance para fazer com que o Thiago Heleno e o Camacho tenham a menor pena possível e suas carreiras não fiquem manchadas por culpa exclusivamente do clube”, afirmou.

Situações de Bruno Guimarães e João Pedro

O meia João Pedro disputou a primeira partida do Paraná na Série B contra o Vila Nova, mas ficou de fora das últimas partidas contra CRB e Cuiabá. O jogador, que foi emprestado pelo Athletico, chegou a viajar para o Mato Grosso, no último final de semana, mas ficou de fora da partida por precaução. Já o volante Bruno Guimarães ficou de fora da partida contra o Boca Juniors por conta de febre, não pelo doping, e retornou normalmente ao time titular na vitória sobre o Bahia.

“É a mesma especulação que houve do Bruno Guimarães, que foi tirado do jogo em Buenos Aires e falaram que foi pelo doping. O João Pedro falou que não tomou. Sabíamos que o menino não iria jogar por ainda estar com dor no tornozelo”, declarou o presidente do Conselho Deliberativo.