Bolinha trabalhou no Athletico por 27 anos e durante a pandemia do novo coronavírus resolveu se aposentar. (Divulgação/Athletico)

Um grito que pode ser ouvido a cada partida dentro da Arena da Baixada. “Bolinha, Bolinha, Bolinha” era tradicional há quase três décadas. O apelido de Edmílson Aparecido Pinto, o Bolinha, é um dos personagens mais amados pelos athleticanos. Em uma trajetória que conta com a presença do massagista desde 1993 no clube, o funcionário de 61 anos esteve em diversas conquistas da equipe.

No vídeo divulgado pelo Athletico, Bolinha explica o motivo da decisão. “Eu pensei em curtir um pouco a vida, eu sai de casa em 1975. Eu nunca fui em um casamento direito, nunca fui em uma festa, nunca fui em um batizado. Meus irmãos casaram e eu não fui. Além da idade da minha mãe né, eu penso que tá na hora de eu ficar um pouco do lado dela”, esclareceu.

Em nota, divulgada nas redes sociais, o Furacão agradeceu o profissional pela sua trajetória destes mais de 27 anos dentro do clube. “O Athletico Paranaense tem orgulho de ter contado com a dedicação, esforço, trabalho e carinho, de Edmílson Aparecido Pinto, o nosso Bolinha por 27 anos.  O querido massagista foi testemunha viva e participante ativo da revolução athleticana desde o título da Série B, em 1995, ao tricampeonato paranaense, em 2020”, salienta o texto.

Bolinha ainda recebeu das mãos de Márcio Lara, vice-presidente do Athletico, uma camisa em homenagem aos seus anos dedicados ao clube. O massagista se afasta dos gramados, mas promete estar presente em todas as partidas na arquibancada, assim que a pandemia do coronavírus passar.

Início da história

Em entrevista ao canal do clube, Bolinha contou uma das histórias que mais marcou a sua vida, ela seria a comemoração de uma vitória sobre o Furacão, quando ainda trabalhava para o Apuracana. “Nós vencemos o jogo, houve um tumulto. Eu no meu lado, me vi vencendo um grande clube. Só que de repente, eu me vi vestindo as cores do rubro negro”, contou o massagista.

Depois disso, Edmílson Aparecido Pinto, em outubro de 1993, deu inicio a sua carreira no Athletico, quando o diretor de futebol do Furacão, Jesus Vicentini, o contratou. O massagista relembrou um dos momentos mais mágicos e que transformaram a sua história. “Aquele êxito na inauguração [da Arena], contra o Cerro Porteño, e quando foi iniciar a solenidade, o nome gritado [pela torcida] foi o meu. Eu fiquei muito sem saber o que fazer naquele momento né. Isso pra mim, eu agradeço, porque é um reconhecimento e um respeito. Um carisma que não tem preço, aquilo me trouxe mais vida e mais vontade de defender as cores do rubro-negro”, contou Bolinha.