Paulo Autuori lamentou o erro de estratégia do Athletico. (José Tramontin/Athletico)

O técnico Paulo Autuori lamentou a falta de competitividade do Athletico depois da expulsão do zagueiro Thiago Heleno ainda aos 36 minutos do primeiro tempo. Segundo o aplicativo SofaScore, o Furacão não finalizou nenhuma vez desde que ficou com um jogador a menos na derrota por 3 a 1 para o Fluminense.

“Começamos o jogo muito bem, tornamos as coisas menos difíceis, mas perdemos um pouco de competitividade. Isso precisa ficar de lição. Cada jogo você poderia gerir de uma maneira inteligente do que nós fizemos. A equipe estava bem, fez um gol bonito e continuou jogando achando que as coisas pudessem acontecer de maneira fácil. Foi um erro nosso e nós já conversamos para o futuro. Um jogo que poderia ter gerido de outra maneira e facilitado as coisa para nós”, declarou o treinador.

Apesar do erro de estratégia, Autuori admitiu que a expulsão atrapalhou em meio à maratona de jogos. “As pessoas que analisam não têm ideia de um desgaste com um jogador a menos e vindo de um jogo difícil contra o River, além da viagem. São situações que a gente precisa estar atentos e a perda de um jogador acarretou em um esforço a menos em um momento que não deveríamos passar por isso por tudo que tem sido essa sequência”, disse.

“A questão não é apenas um jogador a menos, mas tudo que tem acontecido na sequência de jogos. Ao perder um jogador, o esforço aumenta. Você tem equilibrar isso com jogadores de maior frescura física. Também tínhamos jogadores que voltaram da Covid-19, casos de Nikão, Santos, Abner e Canesin. São situações que as circunstâncias todas pesaram, mas o que pesou mais foi o nosso estratégico. Nós atuamos bem no início, faz o gol com a jogada trabalhada, mas perdeu o nível competitivo pensando que as coisas iriam continuar. As coisas só continuariam se nós continuássemos a ser o que fomos até a expulsão do Thiago”, acrescentou o treinador.

Quando o jogo ainda estava empatado, Autuori tentou mudar o sistema ofensivo com as saídas de Carlos Eduardo e Renato Kayzer. “Vários jogos já tivemos um jogador a menos e não foi determinante para se perder. É óbvio que houve um desgaste, o Carlos Eduardo e o Kayzer se desgastaram mais com um a menos e a ideia era refrescar mais com o Léo Cittadini, que esteve bem na Argentina pelo lado esquerdo, e colocar o Fernando Canesin. Com a sequência toda e o fato de jogar com um fato a menos, atrapalhou na nossa performance em termos gerais”, afirmou.