Pablo mantém boa fase e deixa o seu, mas Athletico fica no empate com o Santos

Camisa 92 do Furacão segue bem com Felipão, mas 100% do diretor em casa acabou

Thiago de Araújo

Pablo mantém boa fase e deixa o seu, mas Athletico fica no empate com o Santos
Pablo manteve boa fase na era Felipão com mais gol no ano. Foto: Robson Mafra/AGIF/Estadão Conteúdo

Mais de 20 mil rubro-negros foram à Arena da Baixada para ver os 100% do diretor técnico Luiz Felipe Scolari serem mantidos em casa. Mas não deu. O Athletico ficou no empate de 2 a 2 com o Santos, na noite deste sábado (4), no Estádio Joaquim Américo. O time poderia até figurar na vice-liderança do Brasileirão, mas caiu para sétimo com o resultado.

A primeira meia hora de partida foi dominada pelo Peixe, que estava bem à vontade na Baixada que não chama de sua. Com o talento e faro de gol do seu camisa 9, Marcos Leonardo, a equipe visitante abriu o placar, e até poderia ter aumentado, tamanha era a desorganização da equipe athleticana.

Ainda assim, a boa fase do atacante Pablo continua na era Felipão. Ele marcou o seu e os dois times foram iguais para os vestiários. Na etapa complementar, os donos da casa voltaram melhor e contaram com um gol contra para virar o placar. Quando a torcida imaginava que viria mais uma vitória em casa, mais uma vez Marcos Leonardo empatou tudo.

Nos minutos finais, os dois lados tiveram oportunidade de alcançar o terceiro gol e levar os três pontos. Contudo, ninguém acertou o alvo e a igualdade permaneceu até o apito final. Com o seu primeiro empate neste Brasileirão, o Furacão é o sétimo, com 13 pontos. Na próxima rodada, o Rubro-Negro vai até Caxias do Sul (RS) para pegar o Juventude, às 19h desta quarta-feira (8).

Baixada curitibana, mas parecia santista

Um é da Arena da Baixada. O outro, da Baixada Santista. Apesar do jogo ser em Curitiba, quem parecia estar atuando em seus domínios era o Santos. Quando a bola rolou no Joaquim Américo, o Peixe dominou as ações e buscou o ataque desde o princípio. Marcando forte e saindo em velocidade, o Alvinegro praiano ameaçou aos seis minutos, com Léo Baptistão.

Desencontrado em campo, o Athletico apenas corria atrás dos jogadores adversários. E ia fazendo faltas, tanto que, aos oito, o zagueiro rubro-negro Nico Hernández tomou o primeiro cartão amarelo da partida. A pressão visitante, assim, não demorou a encontrar as redes do goleiro Bento.

Aos 11 minutos, o atacante Marcos Leonardo recebeu cruzamento no segundo pau e teve tempo de escolher o canto antes de anotar para os santistas. Festa dos visitantes na Baixada, a da capital paranaense. Por mais 19 minutos, a tônica do jogo foi essa, sem que o Furacão conseguisse levar qualquer perigo ao gol de João Paulo.

O ponto de mudança veio aos 33 minutos, quando uma jogada ensaiada saída de escanteio no ataque culminou em um chute forte de Cristian, que explodiu na trave do Peixe. Nos dois minutos seguintes, duas grandes defesas do camisa 1 do Peixe, primeiro em um chute do atacante Cuello, e em outro de Pablo, impediram o empate no marcador.

A torcida athleticana se inflamou com a reação do Rubro-Negro e a igualdade parecia questão de tempo. E foi. Aos 42 minutos, depois de tabela entre Cristian e Terans, a bola foi cruzada direto para Pablo, e o camisa 92 não perdoou. Era até ali o sétimo gol dele em 19 jogos no ano, e o 41º em 190 compromissos pelo Furacão.

Nos acréscimos, aos 47, o zagueiro Bauermann assustou depois de bola levantada na área, o que dava indícios de que o Peixe seguiria fazendo um jogo duro no Joaquim Américo.

Emoção, queixas e gols na etapa final

Animado por como terminou na etapa inicial, o Athletico manteve o pique quando a bola voltou a rolar. Todavia, os donos da casa pareciam irritados com o árbitro Bráulio da Silva Machado, que distribuiu vários cartões para os athleticanos. Sobrou até para Felipão, amarelado depois de reclamar de uma falta sobre Pablo.

Mas o Furacão se encontrou no gramado e estava determinado a não perder os 100% de aproveitamento em casa com Felipão. Logo aos cinco minutos, João Paulo teve de fazer um verdadeiro milagre para impedir a virada. Mais cinco e, desta vez, não deu para ele. Após bola alçada na área, Léo Baptistão mandou contra o patrimônio.

E dois minutos depois, mais uma vez com Cuello, quase o Furacão fez o terceiro, porém outra vez João Paulo aparecer para fechar a meta alvinegra. Quando a partida parecia controlada, mais uma bola na área athleticana encontrou ele, Marcos Leonardo, que empurrou para as redes rubro-negras e deixou tudo igual mais uma vez.

O empate manteve o equilíbrio dentro das quatro linhas, porém o Peixe assustou com Ricardo Goulart, que havia acabado de entrar, e Baptistão. No Rubro-Negro, a entrada de Cittadini mudou a articulação de mãos, com a saída de Terans, mas o Athletico perdeu um pouco do vigor no último terço de campo, não levando grande perigo ao gol de João Paulo.

A partida caminhava para o empate, e jogadores dos dois lados tentavam resolver sozinhos os lances, na base da individualidade, quase sempre sem grandes repercussões. Entretanto, o Santos teve uma cabeçada de Maicon para quase lhe dar o triunfo longe de casa. Por sua vez, o Athletico teve na cabeça de Cittadini a vitória, porém o meio-campista mandou para fora.

Fim de jogo e um ponto para cada lado.

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