Rodrigo Carvalhaes de Miranda marcou pênalti incorretamente contra o Furacão (Miguel Locatelli/Athletico)

A ouvidoria de arbitragem da CBF reconheceu o erro do pênalti marcado a favor do Santos, no dia 08 de setembro, na Vila Belmiro, que resultou no empate em 1 a 1 com o Athletico. O parecer da entidade, assinado pelo ex-árbitro Manoel Sarapião Filho, presidente da Escola Nacional de Arbitragem de Futebol (ENAF), considerou que a penalidade máxima assinalada pelo árbitro Rodrigo Carvalhaes de Miranda (RJ) foi marcada de maneira incorreta.

A análise foi feita após um ofício enviado pelo próprio Furacão solicitando áudios da comunicação entre o árbitro e a cabine do VAR. Na ocasião, o juiz marcou a falta fora da área e, após consultar o árbitro de vídeo, assinalou a penalidade, alegando um contato do athleticano Braian Romero no santista Marinho em cima da linha da grande área.

De acordo com a ouvidoria, não há como confirmar através das imagens o contato que teria resultado no pênalti. “Penalidade máxima baseada em existência de fato exige a correspondente prova, que não pode ser suposta”, diz a resposta da CBF em trecho publicado no site oficial rubro-negro.

Além da comunicação entre os árbitros do VAR, o Athletico também pediu a punição dos envolvidos à ouvidoria da CBF. A resposta da entidade foi que tem apenas a competência para assessorar e não para punir e tampouco recomendar sanções aos árbitros.

O caso

O Furacão vencia a partida contra o Peixe, no dia 08 de setembro, por 1 a 0, pela 18ª rodada do Brasileirão, quando o árbitro Rodrigo Carvalhaes de Miranda marcou uma falta no lado esquerdo do ataque santista. O comandante do jogo foi chamado pelo VAR para conferir um suposto toque dentro da área. Após consultar as imagens, ele marcou pênalti, que revoltou os athleticanos e resultou no gol de empate do time da casa.