Paulo Autuori destacou que o Athletico se fortalece após o empate com o River Plate. (Geraldo Bubniak/AGB)

O técnico Paulo Autuori valorizou o desempenho dos jogadores do Athletico no empate em 1 a 1 com o River Plate, pelas oitavas de final da Libertadores. Na véspera do jogo, o Furacão perdeu seis atletas que testaram para a Covid-19 e teve que mudar o planejamento para o jogo na Arena da Baixada.

“O sentimento é de orgulho dos jogadores. Falei isso com os jogadores no vestiário. A equipe vem crescendo coletivamente e individualmente também. O estado anímico é outro e volto a frisar que enfrentamos a equipe mais competitiva na América do Sul. Nada a lamentar e a certeza é que vamos sair mais fortes e não temos que temer a nada nem ninguém”, destacou o treinador.

Autuori ainda ressaltou que o Athletico sai mais forte da partida por encarar um adversário complicado mesmo com tantos problemas. “Não sei mensurar o tamanho. Nós saímos fortes porque mesmo com tantas situações difíceis, nós enfrentamos uma equipe do nível competitivo do River e jogar sabendo que teríamos que defender mais”, afirmou.

“Em função dos problemas na véspera e de enfrentar uma das mais competitivas da América do Sul, os jogadores novos tiveram uma experiência riquíssima. Com tantas dificuldades, perdendo um jogador cedo de maneira duvidosa e com jogadores jovens que tiveram uma experiência riquíssima. Isso nos faz pensar no estado anímico da equipe que estava baixo nas últimas semanas e está crescendo. Nos leva a crer que temos nível competitivo para enfrentar qualquer equipe da América do Sul e atingir objetivos grandes”, acrescentou o técnico.

Em relação aos desfalques pela Covid-19, o comandante criticou o descaso dos responsáveis pelo futebol que não pensam no lado do jogador que está se expondo ao vírus. “Eu lamento bastante não a perda de jogadores na véspera do jogo, mas o desdém e o descaso com os profissionais no futebol. Futebol é um fenômeno socioeconômico e os responsáveis precisam ter um olhar maior para o social. Nós não podemos deixar de lamentar o descaso com os profissionais”, desabafou.