
Um ciclo vitorioso de 2021 que quer se estendido para 2022. É esta a meta para o Athletico nessa virada de ano. E para sustentar esse planejamento, montar um elenco forte e competitivo é o alicerce para tudo. Dentro disso Paulo Autuori, diretor técnico, traça seu plano para montar o quebra-cabeça rubro-negro para o ano que vem: peças intensas e valiosas.
Atletas de intensidade para sustentar o estilo CAP de jogo, aliado às oportunidades de mercado são os pilares para essas escolhas dessas peças novas e de reposição no elenco rubro-negro que tem uma Lbiertadores pela frente em 2022. E encontrar “os pedacinhos” que se encaixam na realidade athleticana é uma missão difícil e árdua, que exige muito conhecimento de mercado de quem conduz essa busca.
A intensidade que sustenta a rotação alta de um time que assim surpreendeu muitos adversários em 2021 é um dos esteios para buscar as peças de reposição para as saídas de Vitinho (até hoje não reposta) e Nikão – o grande desafio do clube. Intensidade não só para o ataque, mas também para todos os setores do time, até para se ter aquele “refresco” na estrutura e postura da equipe – algo muito utilizado em 2021 por Autuori e seus técnicos durante os 90 minutos. O fôlego a mais que pode se tornar o diferencial para um time que quer ser competitivo.
E no mercado de negociações em que o presidente Mário Celso Petraglia é exímio conhecedor, vem a estratégia de trazer peças jovens para compor elenco e futuramente se transformarem em vendas lucrativas. O lateral-esquerdo Abner — trazido em 2019 — é exemplo disso, sendo o maior potencial de venda do CAP num curto prazo. Pedrinho já foi uma contratação programada em cima dessa vertente, assim como o zagueiro Matheus Felipe e o volante Pablo Siles.
Em um clube que preza pela saúde financeira e não extrapola nos gastos, e ao mesmo tempo busca fortalecimento técnico e competitividade, chegar a um denominador comum referente ao balcão de negócios do mundo do futebol é um trabalho árduo, e o maior desafio para se colocar em prática na busca pelo atleta bom (intenso) e barato (lucrativo futuramente). Para isso, entra em cena o conhecimento Paulo Autuori, que garimpa com sua experiência essas peças pontuais e estereotipadas ao estilo de jogo do CAP para reforçar o grupo pro ano que vem.
Toda regra tem sua exceção, e claro que alguma contratação pontual que fuja desse perfil intenso e lucrativo pode acontecer. Não menos trabalhada e minuciosamente escolhida pelo clube para assim, quem sabe, complementar um projeto autossustentável. Sempre em busca do encaixe perfeito.