Marcelo Ortiz narrou as grandes conquistas do Athletico (Pedro Melo/Banda B)

Se o mundo moderno e a tecnologia permitem que imagens sejam eternizadas, o rádio segue mantendo a sua tradição de também marcar a história, seja na amplitude ou na frequência modulada. E é assim que o bordão “é rede” ganhou um gosto mais do que especial para o torcedor do Athletico. O chavão foi idealizado e se tornou a marca registrada do narrador Marcelo Ortiz, voz responsável por perpetuar as conquistas recentes que colocaram o nome do clube paranaense em outro patamar nos cenários brasileiro e internacional.

“É gratificante, pois a gente se prepara para todos os jogos, independente se for decisivo ou não. É claro que partidas decisivas ficam marcadas, principalmente com conquistas. Aconteceu com o Athletico e isso é muito bom. É uma história vitoriosa do clube e que se mistura com a da Banda B. Tivemos a oportunidade de acompanhar e transmitir desde a Seletiva da Libertadores, em 1999”, comentou o narrador.

No entanto, não é desde sempre que o torcedor rubro-negro teve o ‘é rede’ em suas conquistas. Marcelo Ortiz explica que o bordão foi criado após o título brasileiro de 2001 e que surgiu na contração de uma criação de quando ainda era criança e sonhava em ser narrador. “Quando pensava em começar a narrar, queria usar ‘tá na rede’. Quando entrei no rádio, descobri que já existia. Pensei então em uma marca para o torcedor identificar mais fácil. Narrei ‘é rede’ em um jogo em, mas ninguém falou nada. Até que o seu Clóvis, pai do Anderson Luís [repórter da Banda B], me encontrou no Pinheirão e disse que ficou legal. Desde então comecei a usar e acabou pegando”, explicou.

Presente desde os primórdios do processo de crescimento do Athletico, Ortiz relembra que existiu desconfiança no início, quebrada com os retrospectos que seguiram o título brasileiro e aniquilada com a conquista da Copa do Brasil. “A gente imaginava que podia chegar longe, mas não sabia até onde. Em nível nacional havia desconfiança grande, pois alguns times surgiam e depois desapareciam. Existia a dúvida de até onde chegaria o Athletico. Agora, com a  conquista de um título no Beira-Rio lotado, percebo que o respeito de todos está aumentando”, afirmou.

A relação da voz do narrador com as conquistas do Furacão conta com uma história inusitada na decisão da Copa Sul-Americana. Na partida contra o Junior Barranquilla-COL, na Arena da Baixada, do primeiro título internacional da história rubro-negra, Marcelo Ortiz narrou uma parte do jogo, mas acabou ficando sem voz e passou a bola para Paulo Sérgio narrar o título athleticano nas ondas da Banda B.

“Para mim, o Paulinho é um dos melhores narradores que surgiram. Não houve problema nenhum em passar para ele. Desde cedo eu estava ruim, sabia que poderia ter dificuldade. No jogo, saiu o gol do Pablo e foi normal, mas depois a voz foi se perdendo. Tive apoio do nosso coordenador e ele me deu total liberdade. Foi uma decisão difícil. Se eu pensasse apenas em mim, não deixaria de narrar. Mas o que pesou foi que era uma decisão, com toda equipe trabalhando, e tinha um narrador com melhores condições do que eu no estádio. Seria egoísmo não passar. Foi uma decisão correta, pois não tinha condições de narrar da forma que a equipe e o clube mereciam”, finalizou.

Confira narrações marcantes de Marcelo Ortiz nas conquistas do Athletico:

Confira a entrevista completa com o narrador: 

MARCELO ORTIZ, A VOZ DA BANDA B NOS TÍTULOS DO ATHLETICOSe o mundo moderno e a tecnologia permitem que imagens sejam eternizadas, o rádio segue mantendo a sua tradição de também marcar a história, seja na amplitude ou na frequência modulada. E é assim que o bordão "é rede" ganhou um gosto mais do que especial para o torcedor do Athletico. O chavão foi idealizado e se tornou a marca registrada do narrador Marcelo Ortiz, voz responsável por perpetuar as conquistas recentes que colocaram o nome do clube paranaense em outro patamar nos cenários brasileiro e internacional.

Posted by Esporte Banda B on Friday, September 20, 2019