Na última segunda-feira, dia 21 de dezembro, o Furacão anunciou a volta do atacante Lucas, um dos maiores ídolos recentes do clube. Com 54 gols marcados em 103 jogos pelo Atlético, o jogador foi um dos grandes destaques de uma das equipes mais importantes da história do rubro-negro. Em pouco mais de dois anos, atuando ao lado de nomes como Flávio, Cocito, Kelly, Adriano e Kléber, Lucas foi um dos responsáveis diretos pelos títulos da Seletiva de 1999 e do Campeonato Paranaense de 2000.
Além das taças e das atuações que chamaram a atenção de times do Brasil e do exterior, Lucas foi o autor, na noite do dia 24 de junho de 1999, do primeiro gol na Arena da Baixada, no jogo de reinauguração, contra o Cerro Porteño. Hoje, mais de dez anos após ter deixado o Rubro-Negro, o atacante está de volta, louco para entrar em campo com a camisa do Atlético, e contou para a Furacao.com um pouco sobre a experiência fora do país e a ansiedade para vestir novamente as cores do clube que o revelou para o futebol mundial.
É muito difícil para os brasileiros acompanharem o futebol japonês e por este motivo os atletas acabam “escondidos”. Como está sendo esta sua última temporada no Japão, atuando pelo Gamba Osaka?
Neste ano, joguei 27 partidas (J-league, Asia Champions League, Copa Nabisco e Copa Imperador), fiz 10 gols e dei oito assistências. Foi um ano bom. Só não foi melhor porque tive duas lesões, não muito graves, que me tiraram dos campos por um bom tempo. A primeira foi uma fratura em um osso do meio do pé. Conseguia andar, até trotar, mas para chutar e ter contato com jogadores era complicado. A outra lesão foi uma inflamação óssea na perna. Não era grave, mas demorou um pouco para curar. Enfim, essas lesões me afastaram dos gramados em períodos diferentes. Nos jogos que atuei, fui bem e em muitos deles fui capitão. Recentemente, tive uma participação decisiva na última rodada da J-league. Nós estávamos em terceiro na tabela e tínhamos que ganhar para manter a posição e, consequentemente, nos classificarmos para a Asia Champions League. Era o meu jogo 200 na J-league e a minha despedida da competição. Nós vencemos por 3 a 0, jogando fora de cada, e eu fiz um gol e participei dos outros dois. Foi uma despedida maravilhosa!
Em que posição do ataque você está jogando? Continua caindo pelos lados do campo, como no início da sua carreira, ou está atuando mais centralizado?
Em sete temporadas no Japão, jogando no FC Tokyo e no Gamba Osaka, eu atuei das duas maneiras. No FC Tokyo, jogava mais centralizado. Minha média de gols nesta época é bem maior. Já no Gamba, eu atuava caindo pelos lados do campo, jogando como um segundo atacante.
Como você define esta sua passagem pelo futebol do Japão?
Foi muito boa. Estou entre os 10 estrangeiros que completaram 200 jogos na J-league. Em 7 anos, ganhei 5 títulos (Gamba Osaka e FC Tokyo), sem contar o torneio Juan Acuña, na Espanha, contra o La Coruña. Ganhei a Champions fazendo 3 gols e uma assistência nos 2 jogos da final. Joguei um Mundial de Clubes e fiquei em 3º com uma equipe japonesa. Só faltou ganhar a J-league, que fiquei em 2º e 3º terceiros nos últimos dois anos. Nestes sete anos, disputei 266 jogos e fiz 97 gols. Só estou deixando o Japão porque quero muito jogar no Brasil. Se eu não tivesse esta vontade, poderia continuar atuando no Japão até o final da minha carreira e ficaria muito feliz. As homenagens que estou recebendo neste final de temporada me deixam cada vez mais satisfeito e convicto de que tudo o que fiz foi certo. É muito bom ter o trabalho reconhecido por um país inteiro.
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