A notícia de que o Athletico desistiu da contratação do atacante Edwuin Cetré caiu como uma bomba na noite de domingo (1º). Então a contratação mais cara da história do Furacão, o colombiano foi descartado pelo clube, que sequer deu detalhes para explicar o fim do acordo.
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E esse desfecho inesperado rapidamente ganhou várias vertentes. A informação principal é que, ao realizar exames médicos, no último sábado (31), no CT do Caju, foi constatada uma doença arterial coronariana (DAC), que afeta as artérias que fornecem sangue para o coração, elevando o risco de infarto.
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Além disso, outras duas situações também foram registradas: uma lesão de platô tibial, quando envolve uma quebra na parte superior da tíbia, e lesão de menisco. Inclusive, o próprio Cetré teria admitido que tem um problema no joelho quando questionado pelo departamento médico. Os detalhes dos exames feitos pelo Furacão foram detalhados inicialmente pelo Portal Trétis.
Athletico dá a entender que o entrave foi financeiro
Estas informações foram repassadas por pessoas ligadas ao Rubro-Negro, que, oficialmente, praticamente não se pronunciou para explicar a situação de forma mais aprofundada. E por ser uma contratação que gerava tanta expectativa, seria natural o clube dar mais atenção ao fato. Ainda mais por se tratar de uma questão de saúde.
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Porém, o único trabalho do Athletico foi repostar o comunicado oficial do Estudiantes, que informava que o acordo foi desfeito e que Cetré retorna nesta segunda-feira (2) para a Argentina. Mas aí é que está o detalhe principal. Na postagem do time de La Plata, em nenhum momento fala-se sobre questões de exames médicos, até pelo fato que o atacante vinha jogando normalmente.
Na nota, o Estudiantes deixa claro que a negociação foi cancelada por “divergências de último momento nos termos entre ambas as instituições”. E aí que vem o outro lado da versão, com as informações do ponto de vista dos argentinos: a questão foi financeira.
O clube tem 50% dos direitos econômicos do atleta. Os outros 50% pertencem ao Independiente Medellín, da Colômbia, que, diante da oferta do Furacão, acabou, inicialmente, aceitando passar uma fatia maior dos valões para os argentinos. Ou seja, cada clube levaria quase R$ 16 milhões, mas, para viabilizar o negócio, os colombianos toparam repassar uma parte maior para o atual time de Cetré.
Só que, de última hora, segundo o jornalista Mateo González, o Independiente Medellín voltou atrás e exigiu os seus 50%. Em meio a esse impasse de valores, não havia possibilidade de fechar o acordo, já que o Estudiantes queria mais que três milhões de dólares.
Retomada ao mercado
Por mais que existam várias versões tentando explicar o caso, sem um comunicado oficial por parte do Athletico, todo esse final de novela fica muito complexo. O certo é que Cetré vinha jogando normalmente nas últimas temporadas. A lesão no joelho aconteceu em 2018, quando atuava pelo Santos Laguna, do México.
Desde então, foram 314 jogos em sete anos, média de quase 45 por temporada. E em nenhum momento foi apontado problema cardíaco ou risco de lesão mais séria. Tanto é que o desempenho chamou a atenção do Athletico.
Questão de saúde ou financeira, o que interessa é que o Furacão agora terá que voltar ao mercado em busca de um ponta pela esquerda. E terá apenas um mês para isso, uma vez que a janela se fecha no dia 3 de março.
