Após sua demissão do Athletico, o ex-treinador do sub-20 da equipe falou sobre sua relação com o ex-jogador e campeão brasileiro pelo Furacão, Alessandro. Em entrevista recente, o ídolo rubro-negro, que também havia trabalhado nas categorias de base do clube, expôs insatisfação com a condução do sub-20, abrindo um cenário de desgaste interno no CT do Caju.
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Diante da repercussão, o técnico João Correia apresentou sua versão sobre o caso. Em entrevista ao canal Trétis TV, no YouTube, o treinador afirmou que mantinha bom relacionamento com o ex-jogador, mas indicou que a ruptura ocorreu por conta de decisões técnicas dentro da equipe.
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João Correia detalha origem de atrito com ídolo do Athletico: “Mudou quando o filho dele não é opção comigo”
Segundo o treinador, a relação com o ex-lateral era próxima até o momento em que o filho de Alessandro deixou de ser opção frequente no sub-20. Correia afirmou que sempre buscou diálogo, mas ressaltou que suas decisões seguiram critérios técnicos, e não pessoais.
“Eu sempre me dei bem com ele (Alessandro). Sempre tive uma relação de puxar para o meu lado, de pedir conselhos (…) A relação com o Alessandro muda quando o filho dele não é opção comigo, essa é a realidade”, declarou João Correia.
O técnico explicou que o atleta enfrentava concorrência direta na posição e ainda vivia o primeiro ano na categoria, o que impactou na minutagem.
“Um jogador que eu acredito que poderia ter mais minutos nesse ano. Era um lateral-esquerdo, e tínhamos cinco laterais-esquerdos. Jamais, em algum momento, eu tomei alguma decisão por atrito com alguém, faço elas para ganhar. Infelizmente o filho dele estava no primeiro ano de sub-20, um ano difícil, e não teve minutagem. Acredito que em algum momento ele levou para o lado pessoal”, concluiu.
Ex-treinador do Athletico expõe bastidores antes de jogo contra o Botafogo pelo sub-20
João Correia também detalhou um episódio que classificou como determinante para o rompimento com Alessandro no Athletico. O caso ocorreu antes de uma partida contra o Botafogo, pelo Campeonato Brasileiro sub-20.
Segundo o treinador, uma orientação passada ao elenco acabou sendo interpretada de forma equivocada dentro do clube.
“Antes do jogo, fiz o que sempre faço quando há amigos do outro lado: ‘não quero beijinhos, abraços e cumprimentos. Querem falar com ele, depois de ganharmos o jogo, fiquem à vontade’. Eu sempre fiz isso, não foi a primeira vez.”
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Após o episódio, o técnico afirmou que passou a receber relatos de que sua postura havia sido distorcida nos bastidores. Além disso, Correia revelou que sentiu o cargo ameaçado antes mesmo da partida, em meio à pressão interna. Somado a isso, o ex-treinador também relatou que o adversário teria obtido informações privilegiadas antes do confronto.
“Tenho a certeza que, se eu não tivesse ganhado esse jogo, eu seria mandado embora. E, mesmo com o treinador adversário sabendo como eu treinei, sabendo como eu ia jogar, porque tinha informantes dentro do clube, conseguimos engolir o Botafogo no Nilton Santos.”
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Por fim, o técnico foi mais incisivo ao comentar o que classificou como interferência externa no trabalho com o elenco. Além disso, negou ter qualquer relação com o desligamento de Alessandro do clube.
“Para mim é deslealdade. Uma pessoa que liga para os jogadores pedindo para não fazer o que o treinador pediu tem que ser demitida na hora. Na minha opinião, já foi tarde, pelo comportamento dele. Mas eu não tive nada a ver com a demissão dele. Como disse, sempre tratei bem, até o ponto que ele decidiu não falar mais comigo porque o filho dele não jogava e até o momento em que ele fez isso.”
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