(Divulgação/Conmebol)

O dia 06 de julho de 2005 era para ter sido marcante para a história do Athletico. Neste dia, o Rubro-Negro disputaria a primeira partida da final da Libertadores contra o São Paulo na Arena da Baixada. Porém, a Conmebol não aceitou os documentos com a nova capacidade do estádio – os jogos finais precisam ser disputados em estádios com mais de 40 mil torcedores – e marcou a decisão para o Beira-Rio, em Porto Alegre.

Assim que carimbou a vaga na decisão com o empate em 2 a 2 diante do Chivas Guadalajara, no México, o Athletico iniciou a instalação de arquibancadas tubulares. Com isso, a Arena da Baixada atingiria a capacidade mínima para receber o primeiro jogo da final contra o São Paulo.

Mesmo com as novas arquibancadas e todos os certificados sobre a nova capacidade, o São Paulo questionou e a Conmebol vetou o jogo na Arena da Baixada. “A partida não será na Arena. O estádio do Atlético-PR não tem condições de receber 40mil pessoas e não adianta fazer mais nada porque a posição da Confederação é definitiva”, declarou Nestor Benítez, diretor de comunicações da Conmebol, em entrevista antes do jogo para o site Pelé.Net.

Revolta de Petraglia

O atual presidente do Athletico, Mário Celso Petraglia, acredita que a mudança de estádio desmoralizou o time na decisão. “Se não fossem as forças ocultas, nós teríamos sido campeões da Libertadores, porque nos tiraram na mão grande, de uma forma vil, do nosso estádio. Nós tínhamos os 40 mil lugares. Eu tenho todos os certificados da polícia, do CREA e dos bombeiros certificando a capacidade. Por força de ‘instruciones superiores’, nós fomos jogar no Beira-Rio. Não foi o estádio, mas a desmoralização que nos fez perder”, comentou, em entrevista ao programa ‘Bola da Vez’, da ESPN Brasil, em 2013.

Empate no Beira-Rio e derrota no Morumbi

Com o jogo confirmado para Porto Alegre, a torcida do Athletico foi em peso para a capital gaúcha e 30 mil pessoas apoiaram a equipe nas arquibancadas. Em campo, o Rubro-Negro largou na frente na final com gol de Aloísio Chulapa, mas Durval, contra, empatou. Já no Morumbi, o São Paulo goleou por 4 a 0 e conquistou o título da Libertadores de 2005.