
Aos 23 anos, o atacante uruguaio Agustín Canobbio, do Athletico, está perto de disputar a partida mais importante da sua carreira: a decisão da Copa Libertadores da América, no dia 29 de outubro, contra o Flamengo. E ele conhece como poucos o Estádio Monumental Isidro Romero Carbo, palco da final em Guayaquil, no Equador.
Há sete anos, em janeiro de 2015, o jovem Canobbio desembarcava na cidade equatoriana para acompanhar o trabalho do pai, o ex-jogador Osvaldo Canobbio, no Barcelona Sporting Club, duas vezes vice-campeão da Libertadores (em 1990 e 1998). Seis meses antes, o Canobbio pai começou a trabalhar na comissão técnica do treinador uruguaio Rubén Israel, que assumia à época o time de Guayaquil.
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Na mesma época, Canobbio já compunha a base do Centro Atlético Fénix, pequeno clube de Montevidéu, e já integrava as seleções de base do Uruguai. Em janeiro de 2015, conseguiu viajar para o Equador para acompanhar de perto o trabalho do pai no Barcelona. E chegou a ser gandula em partidas da equipe de Guyaquil no mesmo palco da final da Libertadores deste ano.
Naquele mesmo 2015, Osvaldo Canobbio retornou ao Uruguai depois da saída de Israel do Barcelona, em maio, e seguiu trabalhando em clubes uruguaios até 2019, antes de abraçar de vez a aposentadoria do futebol. No sentido contrário, Canobbio filho se transferiu ao Peñarol e, após grandes atuações nas últimas duas temporadas, acertou com o Furacão.
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Neste ano, Canobbio fez 29 partidas pelo Athletico e marcou três gols. Embora não tenha balançado tanto as redes quanto se esperava pelo frenesi em torno da sua contratação, uma das mais caras da história do Furacão, o camisa 9 athleticano é peça fundamental no esquema do diretor técnico Luiz Felipe Scolari, tanto atacando quanto marcando os rivais.