Demitido do Athletico no último sábado (28), Eduardo Freeland se posicionou por meio de uma carta após a saída. No texto, o dirigente relembra o momento delicado na chegada, detalha mudanças internas no departamento de futebol e destaca o acesso à Série A, aliado à valorização das categorias de base.
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Na carta, Freeland fez um balanço do período à frente do departamento de futebol, que durou nove meses, e ressaltou as mudanças implementadas ao longo da passagem, com destaque ao fortalecimento do ambiente no clube.
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“Saio com a convicção de que entregamos mais do que o objetivo inicial. Entregamos um clube mais estruturado e mais consciente do seu caminho. Elevamos a autoestima de todos. Oportunizamos jovens promessas que voltaram a ter protagonismo num clube reconhecidamente formador“, diz trecho da nota.
Momento mais difícil do Athletico
O profissional também relembrou o cenário encontrado logo na chegada ao Furacão, destacando a pressão por resultados e o ambiente de instabilidade nos bastidores. Freeland coloca na carta que funcionários afirmaram que era o momento mais difícil do Furacão desde 2001.
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“Era o momento mais difícil do clube desde a conquista do título brasileiro de 2001. Mas, apesar das adversidades, o Athletico tem algo que não se explica em palavras: o ACREDITAR! Encontramos um ambiente naturalmente tenso e uma necessidade urgente de resultado. A partir dali, cada decisão foi tomada com um único norte: o acesso”, afirmou.
Leia a nota completa
Carta ao CAP
Quando fui convidado pelo Presidente Mario Celso Petraglia para comandar o Departamento de futebol do Club Athletico Paranaense, o clube vivia momento difícil e ocupava a 12ª posição na tabela de classificação da Série B do Campeonato Brasileiro. A missão: subir o Furacão para a Série A. A saúde financeira do clube dependia deste acesso.
Odair Hellmann e sua competente Comissão Técnica estavam iniciando um trabalho de recuperação.
Cheguei em Curitiba em 26 de junho e tive a honra de participar daquele que, segundo os funcionários mais antigos, era o momento mais difícil do clube desde a conquista do título brasileiro de 2001.
Mas, apesar das adversidades, o Athletico tem algo que não se explica em palavras: o ACREDITAR!
Encontramos um ambiente naturalmente tenso e uma necessidade urgente de resultado. A partir dali, cada decisão foi tomada com um único norte: o acesso. Reorganizamos processos, fortalecemos a comunicação interna, alinhamos expectativas e, principalmente, alimentamos a confiança de todos os envolvidos, do grupo de jogadores e seus familiares, da comissão, dos funcionários e do torcedor.
O caminho não foi simples, mas, jogo a jogo, o Athletico foi retomando sua essência competitiva e voltou a ser um time organizado e mentalmente forte.
O acesso não veio por acaso. Foi fruto de trabalho, de método e de uma conexão verdadeira entre todos que fazem o clube. Quando a temporada 2025 chegou ao fim, a sensação foi de dever cumprido, mas o sentimento ainda maior era o da consciência de que o desafio seguinte seria mais intenso.
Ao longo desses meses, criamos algo que vai além de resultados, criamos uma cultura de luta e de entendimento sobre o peso de vestir essa camisa, sobre o peso de SER FURACÃO!
Hoje, ao encerrar esse ciclo, saio com a convicção de que entregamos mais do que o objetivo inicial. Entregamos um clube mais estruturado e mais consciente do seu caminho. Elevamos a autoestima de todos. Oportunizamos jovens promessas que voltaram a ter protagonismo num clube reconhecidamente formador.
Agradeço ao Presidente Mario Celso Petraglia pela confiança e pela oportunidade de participar de um momento tão desafiador e importante da história do clube. Aos profissionais do clube, pela dedicação diária e pelo comprometimento genuíno. À comissão técnica e aos atletas, pela entrega, pela resiliência e pela capacidade de competir mesmo nos cenários mais adversos.
E, principalmente, ao torcedor do Athletico Paranaense, que nunca deixou de acreditar, que apoiou e fez a diferença quando mais precisamos.
Obrigado, Athletico.
Eduardo Freeland.

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