Perto da aposentadoria, Felipão afirma na véspera da decisão: ‘É o final que sempre sonhei’

Ao podcast "90+3", da Conmebol, treinador também falou sobre sua antiga relação com Dorival Júnior

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Técnico vê no Furacão o final perfeito para sua carreira. Foto: Gustavo Oliveira/athletico.com.br

O diretor-técnico Luiz Felipe Scolari descreveu a decisão de Libertadores com o Athletico como o final ‘maravilhoso’ de sua carreira. Aos 73 anos, o treinador deve deixar o cargo ao fim do ano para se dedicar a sua vida pessoal.

Em entrevista ao podcast “90+3”, da Conmebol, Felipão afirmou que o título pelo Furacão seria a forma que sempre sonhou para encerrar a sua carreira. Mesmo já duas vezes campeão como técnico, na visão dele, a conquista deste ano seria muito especial pelo fato do Rubro-Negro ter passado sob o radar de favoritos.

“Cada uma (conquistas de Libertadores) tem um valor simbólico, que a gente vai colocando: ‘ah, no início de Libertadores com o Grêmio não imaginávamos que iríamos chegar até a final’. Depois a chegada no Palmeiras, as duas finais que já foram trabalhos mais elaborados. Agora com o Athletico, que é o final de minha carreira como técnico de futebol, é o final maravilhoso que eu sempre sonhei, pois o clube fez uma final em 2005, mas agora estamos em 2022. É um clube que a maioria dos concorrentes não apostavam para chegar em uma final”, comentou.

Final com o Flamengo e reencontro com Dorival Júnior

Em relação ao duelo com o Flamengo neste sábado (29), o técnico evitou afirmar que a equipe carioca pratica o melhor futebol do continente, mas fez elogios ao time, em especial ao técnico Dorival Júnior. O jogo marca o reencontro dos treinadores, que trabalharam juntos no Grêmio – Felipão como treinador e Dorival como atleta.

“A gente se encontra nos jogos que jogamos contra, lembramos do nosso tempo de Grêmio. O Dorival como jogador era inteligente assim como técnico. Falamos sobre muita coisa e agora nem ele, nem eu esperávamos estar nessa final porque não estávamos em clube nenhum no início do ano. Estamos aí para nos enfrentarmos, mas como inimigos só nos 90 minutos, depois encerrou. Como amigos para todo tempo que pudermos.”

“Eu não posso dizer que o Flamengo joga o melhor futebol continente, porque não estamos acompanhando o futebol argentino, colombiano, por exemplo. Mas o Flamengo é uma das equipes que jogam um futebol muito interessante, bonito. Agora, melhor é aquele que ganha”, completou.

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