O Athletico traçou uma meta ambiciosa para as categorias de base: formar, nos próximos cinco anos, uma geração de jogadores com qualidade para chegar ao profissional, com forte identificação com o clube e que a maior parte do elenco principal seja formado por esses atletas. A ideia faz parte do novo plano de formação rubro-negro, conduzido por Jorge Raffo, diretor das Categorias de Formação do Furacão.

Athletico comemora título da Copa do Brasil sub-17
Athletico traça meta para as categorias de base. Foto: Yan Guimarães/Athletico

O projeto passa por aproximar ainda mais a base do time principal. A intenção é que os jovens cresçam dentro de uma mesma identidade de jogo, com intensidade, agressividade, controle da bola e reação rápida após a perda da posse. Em entrevista ao Furacast, podcast oficial do clube, Raffo afirmou que a missão foi alinhada em conversas com o presidente Mario Celso Petraglia.

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Em longas conversas com ele, houve a transmissão do que era o sentimento do torcedor atleticano, de qual era a paixão e qual era a obrigação de fazer, nos próximos cinco anos, para criar uma geração de jogadores com um profundo sentimento de pertencimento e qualidade do Athletico”, disse.

Jogo de rua vira inspiração na base do Athletico

Com experiência em centros de formação da Europa, Raffo entende que o jogador sul-americano ainda carrega uma vantagem importante: a espontaneidade. Por isso, uma das ideias do trabalho no CT Caju é resgatar características do chamado “jogo de rua”, com estímulos em espaços reduzidos, liberdade para criar e tomada de decisão sob pressão.

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“Em vez de focar apenas nos trabalhos analíticos e jogos de posição muito difundidos no mundo para jogadores mais velhos, eu busco a liberdade de estimulação para recuperar a identidade do talento individual do jogador brasileiro”, explicou.

Geração campeã aumenta confiança

O título inédito da Copa do Brasil Sub-17 reforçou a confiança interna no caminho escolhido pelo Athletico. A conquista veio nos pênaltis, diante do Atlético-MG, na Arena MRV, e marcou uma geração que já é vista com atenção dentro do clube.

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Raffo citou a geração de 2009 como uma das principais apostas para os próximos anos e mencionou Dudu, Claudinho e João Cruz como exemplos de jogadores de qualidade no processo de integração.

“Quando falamos de DNA, falamos de controle da bola, de pressionar o rival e de não perder a iniciativa. E se perder a bola, deixar a pele no campo para recuperá-la”, completou.

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