
Deu Coritiba no primeiro clássico dos dois Athletibas válidos pelas semifinais do Campeonato Paranaense. A equipe alviverde venceu o Athletico por 2 a 1 na noite desta quarta-feira (23), na Arena da Baixada. De quebra, o Coxa quebrou um jejum de seis partidas sem bater o arquirrival.
Com 45 minutos letais e outros 45 de sofrimento, o Verdão contou com uma jornada inspirada do atacante Alef Manga, que marcou duas vezes ainda no primeiro tempo, e do goleiro Alex Muralha na etapa complementar, defendendo bolas importantes e deixando o tempo passar sempre que possível.
No histórico do clássico, o Coxa não vencia o Furacão há seis jogos – o último triunfo alviverde sobre o Rubro-Negro havia acontecido em 15 de março de 2020, na goleada de 4 a 0 no Estádio Couto Pereira, pelo Paranaense daquele ano. No Joaquim Américo, a última vitória do Verdão foi em janeiro de 2019 (2 a 1), também pelo Estadual.
Com a vantagem adquirida nos primeiros 90 da decisão de 180 minutos, o Coritiba joga por um empate no próximo domingo (27), às 16h, no Alto da Glória, para avançar à final do Paranaense. Já o Athletico precisa vencer por pelo menos dois gols para se classificar. Uma vitória athleticana por um gol leva a decisão para os pênaltis.
Alef Manga é o nome de um primeiro tempo movimentado
Jogando em seus domínios, o Athletico tomou a iniciativa tão logo a bola rolou para o clássico. O atacante uruguaio David Terans mostrou que estava muito ligado no jogo, tanto que pediu um pênalti logo a um minuto de jogo, após disputa com o zagueiro Henrique. A partida prosseguiu com maior volume rubro-negro, porém o Coritiba tinha uma estratégia.
Por atacar em bloco, o Furacão deixava muitos espaços e era com isso que o Alviverde contava, buscando sempre as retomadas de bola em velocidade para contra-atacar. Em uma dessas jogadas, conseguiu amarelar o atacante athleticano Davi Araújo, com cinco minutos de jogo. Aos 10, veio a abertura no marcador com essa mesma fórmula.
Após saída errada do goleiro Santos, o ataque coxa-branca envolveu a defesa do Rubro-Negro, e o atacante Alef Manga recebeu na área. Ele encheu o pé, batendo cruzado e vencendo o arqueiro athleticano, que colaborou no lance. Mesmo com menor posse de bola, o Verdão arrematava mais e acabou premiado.
Atrás no marcador, o Athletico não se abateu e empatou três minutos depois. Depois de cruzamento, a bola sobrou para Terans fuzilar o goleiro Alex Muralha. O primeiro tempo seguiu movimentado, com os visitantes quase voltando à frente do placar em cabeçada do atacante Igor Paixão, bem defendida por Santos.
Os dois times tiveram volume de jogo e criaram oportunidades de anotar o segundo gol na partida, mas os goleiros e arremates sem direção deixavam tudo igual. O Furacão perdeu o volante Matheus Fernandes por lesão (Pablo Siles entrou em seu lugar) e, quando tudo indicava que a igualdade permaneceria na etapa inicial, apareceu a estrela de Alef Manga.
Muralha cobrou tiro de meta e a bola percorreu o meio-campo em favor do Coxa, acabando nos pés de Alef Manga que, na área, mandou para as redes athleticanas. A vitória parcial ia quebrando um tabu de seis jogos sem vitórias do Alviverde em Athletibas.
Pressão rubro-negra para em Muralha e na falta de pontaria
Sem alterações, as duas equipes voltaram para o segundo tempo um ritmo abaixo do visto nos 45 minutos iniciais. O desgaste físico e o tempo estavam a favor do Coritiba, que manteve a mesma postura, marcando forte e aguardando um erro rubro-negro para contragolpear e tentar o terceiro gol.
Atrás no marcador e incentivado pelo seu torcedor, o Furacão seguiu tendo mais a bola, mas os erros se avolumavam no terceiro terço do campo, no momento da definição dos lances mais agudos dos donos da casa. Tentando melhorar o ataque, o técnico Alberto Valentim tirou Jader para entrada de Rômulo, artilheiro do Estadual. Aos 18 minutos, ele quase empatou em forte chute contra a meta alviverde.
A mudança melhorou a situação do Rubro-Negro, enquanto os visitantes passaram a ter mais dificuldades em responder, chegando em pontadas isoladas. Até os 30 minutos, foram ao menos três chances muito boas do Athletico para empatar o clássico. Para tentar aumentar a pressão, o atacante Daniel Cruz entrou na vaga do lateral-direito Dani Bolt.

Já do lado coxa-branca, o técnico Gustavo Morínigo trocou Thonny Anderson, Val e Warley por Guilherme Biro, Willian Farias e Matheus Alexandre, respectivamente, procurando dar mais pernas ao Verdão em busca da manutenção do resultado. O foco era se defender e deixar o tempo passar – sobrou tempo ainda para colocar Régis e Clayton nas vagas de Alef Manga e Léo Gamalho.
O nervosismo rubro-negro não trouxe o gol de empate, mas o tempo permitiu que Valentim ainda fosse expulso pelo árbitro Lucas Paulo Torezin. Já nos acréscimos, os dois times têm do que se queixar. Enquanto Clayton perdeu o terceiro gol alviverde, o zagueiro Thiago Heleno por muito pouco não empatou para o Furacão. Vantagem coritibana no primeiro jogo da semifinal.
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