River Plate é o adversário do Athletico nas oitavas de final da Libertadores. (Divulgação/River Plate)

O River Plate, adversário do Athletico nas oitavas de final da Libertadores, chega para as oitavas de final ainda em busca do melhor ritmo de jogo após a paralisação do calendário devido a pandemia da Covid-19. Como os jogadores do Campeonato Argentino retornaram apenas no começo de novembro, a equipe de Marcelo Gallardo disputou apenas oito partidas desde a volta do futebol.

De acordo com Lucho Silveira, comentarista do Dazn e especialista em futebol argentino, o River Plate enfrenta o Athletico “menos badalado” se comparado com as temporadas passadas, mas com a mesma base que conquistou grandes resultados na América do Sul. “A temporada argentina demorou bastante para começar e o campeonato vem se mostrando fraco, com poucas perspectivas. Até por conta disso, tem a possibilidade de um River modificado e diferente. A base já existe, mas o Gallardo não conseguiu fixar alternativas para ter neste momento como certeza”, disse.

“Chega um River diferente, menos badalado. Nós estamos acostumados a ver o River na ponta nos últimos anos, e não é que não está neste momento. A fase inicial, a bagunça do calendário do futebol argentino, fez com o que o futebol de lá tivesse menos badalado. Em relação ao River Plate, não tem aquela super campanha, aquele super clássico contra o Boca Juniors que antecederam as finais e deixaram o time do Gallardo mais em evidência. É um trabalho já de longo prazo e vem um pouco mais silencioso neste ano, mas não significa que está pior. É uma outra perspectiva para a reta final da Libertadores”, analisou o comentarista.

Provável escalação

Depois de poupar os titulares na vitória por 2 a 0 sobre o Banfield, na última sexta-feira, o técnico Marcelo Gallardo terá força máxima para enfrentar o Athletico. O goleiro Armani e o lateral-direito Montiel retornam da seleção argentina, o atacante Nicolas De La Cruz volta da seleção uruguaia e o volante Enzo Pérez e o atacante Borré, que ficaram no banco na última partida, retomam as suas posições.

A única dúvida está na zaga entre o paraguaio Robert Rojas e o chileno Paulo Díaz. Com isso, a provável escalação do River Plate tem Armani; Montiel, Paulo Díaz (Rojas), Pinola e Casco; Enzo Pérez; Julián Álvarez, Nacho Fernández e De La Cruz; Borré e Matías Suárez.

Pontos fortes e fracos

Para Lucho Silveira, a indefinição na zaga é uma preocupação no River Plate. Marcelo Gallardo ainda não encontrou o substituto ideal para Martínez Quarta, vendido no começo de outubro para a Fiorentina, na Itália. “Essa indefinição da zaga. O River tinha até o início da temporada o Martínez Quarta como titular ao lado do Pinola. Desde a saída dele, não foi possível encontrar um substituto à altura. O Gallardo tem tentado com o Rojas e o Paulo Díaz. Até se cogitou a contratação de um novo zagueiro, mas não aconteceu”, comentou.

Outros problemas são o envelhecimento do meio-campo e o retorno de Scocco, considerado o 12º jogador, para o Newell’s Old Boys. Em contrapartida, o meia Nacho Fernández é o destaque do time. “O Casco pela esquerda também perdeu um pouco da sua efetividade. E na frente da zaga também tem um problema. O Enzo Pérez é um jogador de futebol europeu, Copa do Mundo, mas envelheceu. Com a saída do Palacios, perdeu um pouco de jovialidade e energia no meio-campo. Mantém a qualidade intacta do Nacho Fernández, que quando joga bem, o River vai bem. Ficou um time mais veterano. Na frente, o Pratto está tentando recuperar o seu nível e o River perdeu o 12º jogador que é o Scocco. É um River Plate que perdeu um pouco do seu potencial, mas não pode ser subestimado”, falou.