PR – FINAL SULAMERICANA – ATLETICO PR X JR BARRANQUILLA – ESPORTES – Foto posada do Atlético-PR, durante partida Final da Copa Sul-Americana 2018, na Arena da Baixada, em Curitiba, nesta quarta-feira (12). Foto: Geraldo Bubniak /AGB

O Club Athletico Paranaense viveu na noite desta quarta-feira (12) o auge da sua trajetória esportiva, após se tornar campeão da Copa Sul-Americana 2018. Noventa e quatro anos após a fundação do clube, o rubro-negro venceu seu primeiro título intercontinental ao bater o Junior Barranquilla na Arena da Baixada nos pênaltis por 4×3, após outro empate por 1×1 no tempo normal.

Não bastasse o título intercontinental, inédito para o futebol paranaense, o time comandando pelo técnico Tiago Nunes ainda bateu o recorde de público da Arena, que pertencia ao rival Paraná Clube. 40.263 pessoas compareceram ao estádio. A renda foi de R$ 2.084.560,00.

Esse bom momento do Athletico encerra um excelente ano para o clube, campeão estadual no primeiro semestre e sétimo colocado no Campeonato Brasileiro, a dois pontos do Atlético-MG, último classificado para a Libertadores.

‘El Paranaense’

O título inédito da Sul-Americana apenas reforça a fama intercontinental do Athletico, conhecido como ‘El Paranaense’ pelos rivais sul-americanos. Desde 2000, quando participou da Copa Libertadores pela primeira vez, o clube disputou cinco edições do torneio mais importante da América do Sul, conseguindo um vice-campeonato em 2005, após perder o título para o São Paulo. Na Copa Sul-Americana, esta foi a sétima vez em que o rubro-negro representou o o futebol brasileiro no torneio. Antes do título, a melhor campanha do Athletico aconteceu em 2006, quando o clube chegou às semifinais, eliminado pelo Pachuca, do México.

Em treze participações em torneios sul-americanos, o Athletico disputou 85 partidas, conquistando 41 vitórias, 12 empates e 32 derrotas. Em clima de festa, a Banda B relembra todas as campanhas do Furacão em torneios internacionais. Confira:

Libertadores 2000 (eliminado nas Oitavas)

Em sua primeira participação na Libertadores, o Athletico terminou a fase de grupos da competição invicto e na primeira colocação, com 16 pontos: cinco vitórias e um empate, em um grupo com Alianza Lima-PER, Emelec-EQU e Nacional-URU.

Nas oitavas, o Furacão foi eliminado nas oitavas pelo xará mineiro. O Atlético-MG se classificou nos pênaltis, após vencer a primeira partida, em Belo Horizonte, por 1×0 e perder por 2×1 na Arena da Baixada.

Libertadores 2002 (eliminado na fase de grupos)

Em sua pior campanha na Libertadores e um ano após o inédito título brasileiro, o Athletico Paranaense acabou vencendo apenas uma das seis partidas disputadas na fase de grupos da competição. ficando em último no grupo 4, com América de Cali-COL, Olmedo-EQU e Bolívar-BOL.

Libertadores 2005 (vice-campeão)

O torneio que criou a alcunha de ‘El Paranaense’ ao Athlético é um dos mais lembrados pela torcida rubro-negra. Na fase de grupos, o Furacão se classificou em segundo no Grupo 1 (Independiente Medellín-COL, América de Cali-COL e Libertad-PAR), com 10 pontos, alcançando três vitórias, um empate e duas derrotas.

Nas oitavas de final a classificação foi dramática, após o vencer Cerro Porteño-PAR por 2×1 e perder pelo mesmo placar no Paraguai. Nos pênaltis, o Athletico venceu por 5×4. Na fase seguinte, o Furacão ‘deu o troco’ no Santos, após perder o título brasileiro para os paulistas no ano anterior. Na Libertadores, o clube comandando por Antônio Lopes venceu os dois confrontos, por 3×2 na Arena e 2×0 em São Paulo.

Nas semifinais, o adversário atleticano foi o mexicano Chivas Guadalajara. Classificação tranquila para o Furacão: 3×0 na Arena (com gols de Aloísio, Fabrício e Fernandinho) e 2×2 no México.

Classificado às finais, o rubro-negro foi impedido de jogar a primeira partida contra o São Paulo em casa, na Arena da Baixada, devido às alegações da Conmenbol de que o estádio “não possuía os requisitos de segurança necessários” para o evento. Contrariado, o Athletico mandou a partida no Beira-Rio, estádio do Internacional em Porto Alegre, empatando por 1×1. Na partida de volta, no Estádio do Morumbi em São Paulo, o tricolor paulista goleou o Furacão: 4×0, encerrando o sonho atleticano.

Copa Sul-Americana 2006 (eliminado nas semifinais)

Antes da grande final desta noite, a melhor campanha do rubro-negro na Copa Sul-Americana foi em 2006, que começou sua caminhada eliminando o rival Paraná Clube, vencendo a primeira partida por 3×1 no Pinheirão e sacramentando a classificação na Arena da Baixada, ao bater o tricolor por 1×0.

Nas oitavas, o Furacão enfrentou o gigante argentino River Plate, vencendo por 1×0 no Monumental de Nuñes e empatando por 2×2 em Curitiba. Na fase seguinte, o Athletico não teve grandes dificuldades para passar pelo Nacional, do Uruguai: 2×1 na Arena e 4×1 na casa do adversário.

Nas semifinais, o rival atleticano foi o mexicano Pachuca. O time comandado pelo técnico Vadão sucumbiu na Arena da Baixada (1×0) e foi goleado por 4×1 fora de casa.

Copa Sul-Americana 2007 (eliminado na primeira fase)

De volta ao Furacão após a campanha do vice-campeonato na Libertadores de 2005, o técnico Antônio Lopes não obteve os mesmo bons resultados na Sul-Americana de 2007. O clube, liderado por Ferreira, Netinho e Ramon foi eliminado logo na primeira fase, perdendo as duas partidas para o Vasco (4 a 2 em Curitiba e 2 a 0 no Rio de Janeiro).

Copa Sul-Americana 2008 (eliminado nas oitavas)

Após eliminar o São Paulo na primeira fase do torneio, o Athletico novamente foi eliminado por um clube mexicano. Nas oitavas, o Furacão empatou na ida por 2×2 com o Chivas e perdeu pelo placar de 4×3 na partida de volta, sendo eliminado pelo time de Guadalajara.

Copa Sul-Americana 2009 (eliminado na oitavas)

Assim como em 2007, o Athletico foi eliminado logo na primeira fase por um time carioca. Dessa vez, foi o Botafogo o algoz rubro-negro. O time de Lúcio Flávio, Leandro Guerreiro e André Lima arrancou um empate de 0x0 no jogo de ida, confirmando a classificação em cima do rubro-negro após vencer por 3×2 no Engenhão, no Rio de Janeiro.

Copa Sul-Americana 2011 (eliminado nas oitavas)

A sina do Furacão com clubes cariocas na Copa Sul-Americana seguiu em 2011, após não ter disputado o torneio no ano anterior. O time comandado pelo técnico Renato Gaúcho sucumbiu ao perder as duas partidas para o Flamengo, pelo mesmo placar de 1×0. Os dois gols foram anotados por Ronaldinho Gaúcho.

Copa Libertadores 2014 (eliminado na fase de grupos)

Após a grande campanha atleticana na Libertadores de 2005, o clube passou nove anos sem disputar o torneio. ‘El Paranaense’, comandado pelo técnico espanhol Miguel Angel Portugal, passou pela Pré-Libertadores de 2014 eliminando o Sporting Cristal-PER nos pênaltis, após perder a primeira partida por 2×1 no Peru e devolvendo o mesmo resultado em Curitiba, na Vila Capanema.

Na fase de grupos, o clube não conseguiu o mesmo desempenho e terminou na terceira colocação do grupo 1, conquistando três vitórias e três derrotas, ficando atrás do Vélez Sarsfield-ARG e do The Strongest-BOL.

Copa Sul-Americana 2015 (eliminado nas oitavas)

A última participação do Athletico na Sul-Americana foi em 2015, batendo Joinville e Brasília nas primeiras fases da competição, mas sendo eliminado nas oitavas pelo Sportivo Luqueño-PAR, após vencer a primeira partida em Curitiba por 1×0 (com gol de Marcos Guilherme) e perdendo na volta por 2×0 no Paraguai.

Copa Libertadores 2017 (eliminado nas oitavas)

A última participação rubro-negra no torneio mais importante da América do Sul aconteceu no ano passado. No Grupo 4, com San Lorenzo-ARG, Flamengo e Universidade Católica-CHI, o Athletico terminou na segunda colocação, com 10 pontos (3 vitórios, um empate e duas derrotas). O Furacão eliminou o Flamengo com um gol do meia Carlos Alberto aos 41′ do segundo tempo, vencendo a Universidad Católica por 3×2 no Chile. O outros dois gols foram marcados por Eduardo da Silva e Douglas Coutinho.

Nas oitavas, o Furacão foi eliminado pelo Santos, após ser vencido na Vila Capanema por 3×2 (com falha do goleiro Weverton) e por 1×0 na Vila Belmiro, em São Paulo.