Bergson relembrou o título da Sul-Americana com o Athletico. (Geraldo Bubniak/AGB)

O Athletico comemora nesta quinta-feira (12) um ano do título da Sul-Americana, o primeiro internacional em toda a história. Só que tudo poderia ter ido por água abaixo na prorrogação da final contra o Júnior Barranquilla. Aos oito minutos do segundo tempo, o goleiro Santos derrubou o atacante Yony González dentro da área e o árbitro chileno Roberto Tobar não teve dúvidas em marcar o pênalti. O momento, então, era de muita tensão nas arquibancadas da Arena da Baixada e também entre os jogadores do Furacão.

Mesmo com o clima nervoso com a possibilidade de perder o título com a Arena da Baixada lotada, um dos jogadores do Athletico em campo estava bem tranquilo: o meia Raphael Veiga. Em entrevista à Banda B, o atacante Bergson contou que o companheiro disse que tudo daria certo para a equipe. E realmente deu. O meia Jarlan Barrera chutou o pênalti por cima do gol, e o Furacão ganhou o título nas penalidades.

“Foi uma coisa diferente, meio surreal para todo mundo. Estava 1 a 1 o jogo e teve o pênalti na prorrogação. Foi engraçado que a sequência do pênalti foi o Veiga tentando dar um chapéu no meio-campo, a gente perdeu a bola e teve o pênalti no contra-ataque. A gente se olhou e ‘e agora?’, mas o Veiga olhou para mim e disse que ia dar tudo certo. O cara foi lá, chutou para fora e todo mundo sentiu que era para ser nosso naquele dia”, relembrou Bergson, em entrevista à Banda B.

Depois do pênalti perdido pelo Júnior Barranqilla, o Athletico continuou focado na partida e os jogadores só comentaram sobre o lance no vestiário. “A gente cobrou o tiro de meta, dei um chute no gol e quase entrou. Todo mundo se olhou e sabia no olho de cada um que todos estavam convictos. Depois do jogo, a gente brincava que o cara não tinha noção do perigo. Teve pênalti para os caras na prorrogação e ele falando que ia dar certo. Deu tudo certo no final”, disse Bergson.

Cobrança de pênaltis

Bergson, hoje no Ceará, entrou no segundo do jogo da final no primeiro tempo da prorrogação. Ele entrou com a missão de ajudar a equipe no restante da partida e também nas penalidades máximas. “Eu estava muito convicto que iria converter [o pênalti]. Quando o Tiago [Nunes, técnico] me chamou, ele falou que iria entrar também para converter o pênalti. Tive a oportunidade de bater no Campeonato Brasileiro e acertei. Então, eu estava muito convicto, bati do meu jeito e fui feliz na minha cobrança para a ajudar a equipe na conquista”, falou.

Comemoração após o título

Enquanto os jogadores foram comemorar o título, Bergson ficou parado por instantes até entender o que estava acontecendo. Passado um ano, ele tem ideia de que o nome dele está marcado na história do clube. “Demorou para cair a ficha. Todo mundo correu para um lado para comemorar e eu fiquei meio que paralisado, pensando se a gente realmente tinha conquistado o título. Eu virei, fui em direção A minha família e a ficha só foi cair no dia seguinte”, afirmou.

“Quando eu sai, o Athletico já vinha caminhando e crescendo. Eu sabia que viriam mais títulos, o grupo é muito bom e está marcando o nome na história. Hoje eu tenho a noção que foi um título importante que os athleticanos não vão esquecer”, finalizou o atacante.