O Conselho Deliberativo do Athletico se reúne na noite desta quinta-feira (20) para tratar de um dos assuntos mais importantes da história recente do clube. Os conselheiros vão votar a aprovação ou não do acordo que define os valores para a quitação da dívida da Arena da Baixada – hoje Ligga Arena. A discussão sobre o tema durou quase 13 anos, envolvendo o Furacão, o governo estadual, a prefeitura de Curitiba, a Fomento Paraná, o poder judiciário e o Ministério Público.
E foi o MPPR o mediador do acordo, anunciado há duas semanas. Segundo a nota divulgada no dia 5 pelo Athletico, o clube “pagará os financiamentos concedidos via Fundo de Desenvolvimento Econômico (FDE), que já chega a R$ 590 milhões, em 15 anos, sendo que imediatamente pagará R$ 50 milhões, e mais R$ 43 milhões em 12 meses. O saldo devedor terá amortização de R$ 75 milhões pelo Governo do Estado”. E a prefeitura “pagará R$ 75 milhões descontado o que o clube deve pelas desapropriações e emitirá títulos de potencial construtivo que restaram do convênio original”.
Como é praxe do Conselho Deliberativo do Athletico, o tema deve ter aprovação sem sustos. Dificilmente um assunto que é de interesse direto do presidente afastado Mário Celso Petraglia é parado no conselhão rubro-negro, formado quase que totalmente por aliados do cartola. A reunião será comandada por Paulo Afonso Cunali, que ocupa a presidência do Conselho enquanto Aguinaldo Coelho de Farias é o presidente em exercício do Furacão.
Athletico já está pagando
O valor total que o Athletico vai pagar é de R$ 190 milhões – e o clube deu em garantia colocou o contrato da Ligga Arena, de R$ 200 milhões. E o Furacão já pagou R$ 50 milhões no final da semana passada. Além do contrato com a Ligga, a venda de Vitor Roque para o Barcelona (R$ 161 milhões imediatos) e o valor repassado pela Forte Futebol (R$ 203 milhões) permitiram um repasse significativo ao governo estadual.
