Miguel Ángel Portugal comanda o próximo adversário do Athletico na Libertadores. (Pedro Melo/Banda B)

O técnico Miguel Ángel Portugal comanda uma equipe em Curitiba pela primeira vez desde que o fim da rápida passagem pelo Athletico em 2014. Na ocasião, ele comandou o Rubro-Negro em apenas 13 jogos, com cinco vitórias, dois empates e seis derrotas, um aproveitamento de 43%.

Para o treinador, a metodologia de trabalho do Athletico é a mesma implementada por ele há cinco anos. “Eu tenho orgulho de voltar a Curitiba, tive uma experiência aqui, mas uma linda experiência. Tenho orgulho também, porque o Paranaense tem um jogo semelhante ao jogo que fazia quando estive aqui. A metodologia, a filosofia de jogo que nós fizemos aqui no Athletico Paranaense continua. Agora é meu rival, e nós temos que ganhar”, declarou.

“Quando estivemos aqui, os jogadores do Athletico não sabiam o que era marcação zonal, só o que era marcação individual. Quando fomos jogar contra o Sporting Cristal, com apenas um mês de treinamento, era um caos na marcação zonal. Perdemos só por 2 a 1, mas poderíamos ter perdido por 5 a 1. Após essa partida, o time treinou muito e jogou muito. Agora, o time tem a mesma metodologia. Eles têm lembram do legado que deixamos aqui”, acrescentou o comandante.

Miguel Ángel Portugal já observa o trabalho do Athletico desde antes de saber que o Jorge Wilstermann seria adversário na Libertadores. Ele esteve na Arena da Baixada para acompanhar a final da Sul-Americana contra o Júnior Barranquilla e mostrou conhecimento sobre o atual elenco do Furacão.

“É um grande time, estive aqui na final contra o Junior e tem quatro, cinco, seis jogadores que são os mesmos. Tem jogadores importantes, como Bruno Guimarães e Renan Lodi, a defesa é a mesma e só mudou o atacante, que agora é o Marco Ruben. Tem uma equipe grande filosofia e tem um grande treinador que sabe muito bem como fazer o seu time competir”, disse.

Depois do empate na estreia em 0 a 0 com o Boca Juniors, o foco do Jorge Wilstermann é em buscar a vitória na Arena da Baixada para recuperar os pontos perdidos. “Um bom resultado é ganhar, mas após a partida, depende. Ganhar três pontos porque é muito importante ganhar as partidas em casa. Deixamos dois pontos contra o Boca, por isso é importante é ganhar. Depois do jogo, depende”, finalizou.