
Pelo oitavo ano seguido, o Athletico registrou um superávit financeiro, de acordo com balanço anual apresentado ao Conselho Deliberativo do clube, e publicado no site oficial do Rubro-Negro no fim da última semana. O saldo positivo foi de R$ 66,2 milhões em 2021, embora R$ 68,2 milhões menor do que o anterior (R$ 134,4 milhões em 2020).
O último déficit registrado pelo Furacão foi em 2013 (R$ 6,4 milhões), ano em que a Arena da Baixada esteve fechada para as obras para a Copa do Mundo de 2014. Falando no estádio rubro-negro, ele consta no documento como uma dívida, estimada em R$ 522,3 milhões. O tema está em discussão na Justiça, como reitera o clube.
“O CAP encontra-se discutindo judicialmente os empréstimos junto à Fomento Paraná, em que seus advogados avaliaram os processos e os qualificaram como perda provável de R$ 363.029.000,00. No entanto, os empréstimos junto ao credor foram tomados no contexto de um convénio tripartite com o Município de Curitiba e o Estado do Paraná, cuja finalidade foi que cada parte seria responsável por arcar com um terço do custo da obra”, afirma.
Segundo relatório da Fundação Getúlio Vargas (FGV) que consta nos processos que correm no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) e no Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR), o custo total da obra no Joaquim Américo ficou em R$ 342,6 milhões, porém o valor lançado no balanço athleticano já computa os juros envolvidos na dívida.
Em recente decisão, o TCE-PR ordenou que a Prefeitura de Curitiba e o governo estadual firmem um acordo com o Athletico para que cada ente arque com um terço do valor total reconhecido tanto pela FGV como pela PwC, consultoria contratada pelo governo do Paraná e que chegou ao mesmo montante apontado pela fundação.

Saldo positivo
Mesmo com lucro menor, o Athletico subiu suas reservas financeiras em R$ 152,1 milhões – boa parte do montante veio das premiações (R$ 75,3 milhões em 2021, ante R$ 28,648 milhões em 2020) e de direitos de transmissão (R$ 113,85 milhões no ano passado, contra R$ 46,086 milhões no ano anterior).
O valor recorde no superávit de 2020 – R$ 134,4 milhões – se apoiou em grande parcela pela alta venda de atletas naquele ano (R$ 201,1 milhões), e no ano passado o Furacão não vendeu tantos jogadores (R$ 32,1 milhões) como naquela temporada anterior.
Além disso, as despesas com o departamento de futebol subiram em 2021: o clube gastou R$ 147,8 milhões com a compra de atletas, salário e pagamento de premiações. As mesmas despesas resultaram em gastos de R$ 109,7 milhões em 2020. Tudo isso com uma receita que desceu de R$ 324,7 milhões (2020) para R$ 261,8 milhões (2021).
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