Não era desconhecido o desejo de Mário Celso Petraglia em ter Cuca no comando do Athletico. A oportunidade veio em março, com o presidente bancando a contratação apesar da forte reação de parte da torcida. Com a anulação da sentença do caso de abuso sexual contra uma menor na Suíça, em 1987, o treinador também queria voltar ao mercado. A junção de vontades aconteceu, mas menos de quatro meses depois a relação se quebrou com mágoas por todos os lados. E o plano do Furacão passou a ser repatriar um velho conhecido.

Sim, o nome de Fernando Diniz é o primeiro na lista do Athletico. Diferente de Cuca, que pediu para sair, Diniz foi demitido do Fluminense nesta segunda-feira (24) após a derrota para o Flamengo no clássico de domingo (23). Campeão carioca e da Libertadores no ano passado, o ex-treinador da seleção brasileira entrou para a história do tricolor das Laranjeiras, mas não resistiu a uma temporada irregular.

Quem já teve a oportunidade de perguntar a Mário Celso Petraglia sobre os melhores profissionais com quem trabalhou no Athletico sabe a resposta. Eles são Paulo Autuori e Fernando Diniz – a ordem depende do humor do presidente. Se dependesse apenas da opinião do cartola, Diniz não sairia do Furacão em 2018. Demitido quando o Rubro-Negro era vice-lanterna do Brasileirão, o técnico provocara uma inédita reação na diretoria e no Conselho Deliberativo. Por mais incrível que possa parecer, Petraglia foi forçado a mandar o técnico embora.

Hora de reatar com o Athletico?

A coincidência das duas saídas transformou o que deveria ser um estudo aprofundado do mercado no famoso “negócio de oportunidade” do Athletico. E, neste momento, a situação depende mais de Fernando Diniz do que do Furacão. Apesar de não ser incomum ele retornar a clubes que treinou (aconteceu no Fluminense), a demissão ainda está ‘quente’ e a diretoria rubro-negra não deverá acelerar um acerto – até porque o time fará dois jogos seguidos fora de Curitiba, contra Cruzeiro e Vitória.

Já Cuca deixou o Athletico decepcionado com as cobranças da torcida e negando com veemência que estava negociando com o Cruzeiro. “As pessoas têm que tomar cuidado com o que fala, pois uma matéria irresponsável como essa põe em xeque muita coisa. O Cruzeiro tem um treinador e pessoa trabalhando lá. Temos que ter respeito a essas pessoas e comigo também”, atirou o ex-técnico do Furacão.

Fernando Diniz nos tempos de Athletico.
Para Mário Celso Petraglia, Fernando Diniz foi o melhor técnico que o Athletico teve. Foto: Miguel Locatelli/CAP

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Athletico prioriza velho conhecido

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